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“Somos absolutamente escravos dos bancos centrais” 

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 17 JULHO, 2012

Nao foi um segredo por muito tempo, mas os espectadores raramente assistem ou ouvem os convidados na  mídia não apenas aceitar o fato de que somos todos escravos que trabalham para os bancos centrais, mas também admitindo-o, na televisão nacional dos EUA. Em uma recente entrevista na CNBC, um dos co-anfitriões perguntou se a atual situação económica e financeira era simplesmente o resultado de políticas de governança global, e se os bancos centrais estão realmente no comando. Não e verdade que nós todos, vivemos e morremos pelo que os bancos centrais fazem? Um convidado, Jim Iuorio, disse que tal cenário é exatamente o que estamos experimentando. “Para responder à sua pergunta, com certeza somos escravos dos bancos centrais”, disse Iuorio.

Veja o clipe na íntegra abaixo:

E claro que não há necessidade que a mídia admita ou mostre provas de tal cenário. Talvez o mais simples exemplo que mostra como banqueiros centrais estão no controle total, é que eles ordenaram que os governos na América do Norte e da Europa deviam “resgatar” os bancos que estavam à beira da falência devido às suas operações com produtos financeiros tóxicos. Mesmo os bancos que não precisaram ser resgatados foram forçados a aceitar a ajuda financeira de modo que quase todas as instituições bancárias estão acorrentados aos bancos centrais da União Europeia e América do Norte.

Na semana passada, The Real Agenda informou sobre o estado atual de planejamento de políticas na área do euro, onde os bancos centrais já estão trabalhando em uma maior consolidação no sistema financeiro global. No artigo New Global Money Planned in Secret by the Elites, AmericanFreed.com explica como o sistema monetário do mundo está se formando. Conforme explicado em artigos anteriores, os banqueiros centrais são expertos em criar ordem do caos, e da crise global atual não é exceção.

As elites no comando do sistema bancário estão antecipando os resultados das suas políticas monetárias e financeiras do século passado, e já apresentaram planos para uma moeda mundial. A moeda parece ser uma cesta de moedas cujos valores serão fixados tendo como base o valor do ouro. Mais tarde, dessa cesta de moedas surgirá uma moeda única.

Todos os expertos financeiros concordam que o estabelecimento de uma moeda única não ocorrerá imediatamente, mas nos próximos 5 a 15 anos, dependendo de como banqueiros centrais executem os seus planos de consolidação financeira na zona euro e da América do Norte. As elites estão contando com os “resgates” atuais para ganhar tempo até que o sistema esteja totalmente pronto para lidar com o grande colapso durante o qual o atual sistema monetário baseado em uma moeda única sera apresentado como como a solução para o caos que eles causaram. Elites ou bancos centrais que querem governar o mundo vão  prolongar a agonia tanto quanto possível, a fim de consolidar seu poder tão fortemente quanto possível antes do ‘big crunch’.

Os bancos centrais têm sido bem sucedidos em países onde seus governantes adotaram o sistema baseado em dívida como uma forma de sair do estado atual de endividamento, um paradoxo, sem dúvida. Espanha, um país à beira de cair do penhasco financeiro anunciou o seu pedido ao governo em Bruxelas para resgatar seu sistema bancário. O governo espanhol recusou-se até o último minuto a chamar o seu pedido de resgate, embora os US $ 100 bilhões que foram dados a alguns dos maiores bancos do país, vem do fundo europeu de resgate criado sob os auspícios do governo liderado por Angela Merkel.

Espanha concordou com o plano europeu e assinou o memorando de entendimento que o governo de Bruxelas recebeu oficialmente na semana passada. A decisão de aceitar o dinheiro do fundo europeu foi discutido na quinta e na sexta-feira durante uma reunião que foi realizada por alguns líderes da UE. Entre as condições no plano de resgate dos bancos espanhóis estao a duração do empréstimo, a taxa de juros, condições de pagamento e as sanções a serem incorridos por aqueles que não paguem suas dívidas. Este último fato é surpreendente, no entanto, é outro exemplo de como os bancos centrais controlam todos os governos.

Os líderes europeus dizem que os bancos não podem pedir um resgate por eles mesmos, que os países precisam pedir estes dinheiros em representação dos bancos apesar do fato que os bancos são filiais de bancos centrais em toda a Europa. Ao mesmo tempo, os banqueiros no controle da área do euro também dizem que os governos devem distribuir o dinheiro e detalham as condições em que os bancos recebem os fundos, porque os bancos estão legalmente proibidos de pedir os fundos. É claro que não é esse o caso.

Este assunto mostra como os banqueiros centrais europeus ditam os termos e determinam as taxas de juros que os contribuintes europeus, e não os bancos terão que pagar sobre a dívida durante os próximos 25 ou 30 anos. Embora os governos sejam os que pedem o resgate de seus bancos, os bancos não são os que pagarão os juros da dívida. Essa responsabilidade é colocada nas costas da classe trabalhadora européia.

Uma visão mais detalhada de como os bancos centrais controlam o sistema financeiro global veio de outro convidado no show da CNBC, Jim LaCamp. “Os mercados são dirigidos pela política, não por forças de mercado, eles são levados pelas decisões dos bancos centrais.” Em outras palavras, são as decisões tomadas por tecnocratas não-eleitos a cargo de instituições financeiras que operam em nome de bancos centrais e atendem às suas solicitações, quem determinam como as economias funcionam. Não é a produção industrial, os mercados livres, as diretrizes dos governos eleitos pelos cidadãos ou as propostas dadas a estes governos por grupos sociais.

“Na Espanha, muitas pessoas dizem muitas coisas sobre o que fazer”, disse Iñigo Méndez de Vigo, Secretário de Estado dos Assuntos Europeus da Espanha. Veja, apenas os banqueiros devem ditar o que deve ser feito, e não as pessoas, não a imprensa, e não os governos. Segundo Mendez, Bruxelas tem de fiscalizar os orçamentos da Espanha e outras nações, economias e políticas monetárias. “Nós temos que tomar decisões a nível europeu, agora,” Mendez disse em uma entrevista na televisão TVE da Espanha. “Temos que deixar claro para a área do euro que em Espanha somos sérios sobre encontrar uma solução para este problema da dívida.”

“É importante não perder de vista a intenção do presente pedido de fundos”, disse o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que insiste que o resgate do sistema bancário espanhol não é um resgate. Ele está convencido que o resgate só será aplicável a 3 bancos, mas se esquece de dizer que a quantidade de dinheiro — US $ 100 bilhões — é o que faz o resgate surpreendente, e não o número de bancos que estão sendo resgatados. Sob o atual modelo escolhido pelos bancos centrais, a adoção de programas com base na criação de mais dívida para resolver o colapso causado pela divida soberana, como na Grécia e Espanha vai ser repetido na França, Portugal e no resto da Europa antes se ir para a América do Norte, onde a implosão financeira final terá lugar.

Quem mais vai admitir que as pessoas do mundo somos realmente escravos do sistema financeiro global controlado pelos bancos centrais?

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About the author:

Luis Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 17 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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