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Espanha reconhece a necessidade de um resgate de 300 mil milhões 

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 5 AGOSTO, 2012

O Ministro Espanhol da Economia e Competitividade, Luís de Guindos, anunciou na semana passada ao seu homólogo alemão que a Espanha provavelmente irá precisar de um resgate de 300 bilhões de euros, até agora a mais temida, mas por muitos esperada noticia: o resgate da economia espanhola. O Sr. Guindos explicou que o resgate será adicionado aos 100 bilhões dado aos bancos apenas algumas semanas atrás, quando o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, negou que a Espanha precisaria de algum outro tipo de ajuda para manter sua economia fora de perigo. Naquela oportunidade, Rajoy negou que a Espanha estava em uma situação crítica e que o país tinha uma das mais fortes economias da região do euro.

Mesmo depois que o Sr. Guindos anunciou que manteve conversações com seu homólogo alemão, Mariano Rajoy negou que a Espanha tinha mencionado tal coisa durante as conversações. Aparentemente, Wolfgang Schäuble, disse que seu país não estava considerando um resgate sem que o Mecanismo Europeu de Estabilidade não fosse aprovado na íntegra. O pedido da Espanha vem em um momento em que o país está achando muito difícil manter-se com seus custos de captação, que estão se tornando cada vez mais insustentáveis.

O Ministro da Economia e Competitividade discutiu essa possibilidade em sua reunião em Berlim com o seu homólogo alemão, Wolfgang Schäuble, na terça-feira, quando os juros dos títulos espanhóis a dez anos, ultrapassaram 7,6%. De acordo com uma fonte do governo, se esse dinheiro é necessário, é porque ele é necessário para fortalecer a economia espanhola como um todo, enquanto o setor bancário também é mais solvente, o oficial disse.

“Guindos falou de 300.000 milhões de dólares em ajuda, mas a Alemanha não estava confortável com a idéia de um resgate”, disse uma fonte espanhola. “Uma vez que você entende o que os custos operacionais dos empréstimos significam para a Espanha, talvez nós vamos voltar a esta questão”, acrescentou. Questionado sobre esta informação, um porta-voz do governo espanhol negou “categoricamente” qualquer plano de resgate. “A possibilidade de um resgate de 300.000 milhões de euros para a Espanha não foi considerado e não foi discutido”, disse ele.

Enquanto isso, uma segunda fonte oficial da zona do euro, disse que a Espanha poderia impedir o resgate, mas acrescentou que tinham havido problemas de comunicação que haviam preocupado os investidores. “Em termos puramente aritméticos, as taxas de juros são consistentes com o que eu considero uma situação sustentável o que significa que o resgate não é necessário”, disse ele quando perguntado se a Espanha precisa o resgate total.

Comissão aprova 18 bilhões para quatro bancos gregos

A Comissão Europeia na sexta-feira aprovou um apoio temporário de 18 milhões de euros para recapitalizar os quatro bancos gregos. Este é o Alpha Bank, EFG Eurobank, Piraeus Bank e National Bank. Os quatro bancos em questão representam cerca de três quartos do sector bancário grego e o resgate é dado a fim de assegurar a estabilidade financeira, disse o funcionário.

Em paralelo, o executivo da UE abriu uma investigação detalhada desta infusão de capital para determinar se ela está em conformidade com as regras comunitárias sobre como ajudar os bancos. “A participação desses bancos na troca de títulos do governo grego (que impõe perdas significativas) e a profunda recessão enfraqueceu o seu capital.

O fundo de recapitalização originado no sistema de estabilidade financeira garante a a estabilidade do sistema bancário grego “, declarou o Vice-Presidente responsável, Joaquin Almunia, em um comunicado.

Os quatro bancos passaram a desempenhar um papel importante no financiamento da economia real. “A abertura de uma investigação de fundo é comum para muitos programas financiados com dinheiros públicos através de instrumentos atípicos” e “não prejudica o resultado da investigação”, disse a Comissão.

Além disso, o executivo da UE autorizou um auxílio temporário de 1.700 milhões de euros para o fechamento do Banco Nea Proton e sua transformação em uma nova entidade. Mais uma vez, a UE abriu uma investigação detalhada para analisar as das dúvidas sobre a viabilidade de longo prazo sobre a existência de um banco sem subsídios, e se esta é a maneira menos onerosa para lidar com seus problemas.

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About the author:

Luis Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 17 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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