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Europa se prepara para uma profunda Depressão Econômica 

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Mesmo as melhores previsões dos banqueiros alertam sobre uma iminente depressão econômica

POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | 25 AGOSTO 2012

A última previsão emitida pelo Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) forneceu uma imagem clara que mostra como a zona do euro vai cair em uma depressão. A questão é, como é que os países vao lidar com a depressão e se os bancos serão mais poderosos ou serão derrubados também.

O risco de recessão na zona do euro, depois que a economia da região foi reduzida em dois décimos de um por cento de abril a junho, ameaça retardar a progressão do único componente positivo da economia espanhola, que está exportando bens ao resto dos países do euro. Hoje, mais da metade das exportações espanholas são vendidas na zona do euro, mas a ameaça de uma depressão profunda, pode afetar o que as nações compram da Espanha nos próximos meses.

Segundo os últimos dados publicados pelo Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat), a União Europeia e a zona euro, cujos países são os principais importadores de mercadorias fabricadas pela Espanha, viram a sua economia cair 0,2% no segundo trimestre de ano.

As estimativas do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que a pior recessão na zona do euro está por chegar, enquanto as duas agências preveram uma contração de 0,1% e 0,3%, para o resto de 2012.

No segundo trimestre de 2012, a economia espanhola contraiu-se 0,4%, segundo dados desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), uma queda que não foi compensada pela contribuição positiva do setor de exportação.

Os dados mais recentes da balança comercial espanhola refletem um crescimento das exportações de 3% até maio, devido principalmente ao aumento das vendas para os mercados emergentes, mas estes mercados ainda representam apenas uma pequena parte em relação aos parceiros comerciais espanhóis na Europa.

Na verdade, o principal cliente continua a ser a União Europeia, que compra 65% das exportações espanholas, embora as vendas para os parceiros de negócios espanhóis permaneceu estagnada nos primeiros cinco meses do ano. A zona do euro recebe mais da metade dos produtos espanhóis, razão pela qual a desaceleração de 1,1% nas vendas para esses países durante os primeiros cinco meses do ano, após a crise aumentaram a consciência sobre os tempos difíceis que se avizinham.

A evolução económica dos países do euro tem sido desigual, com a Alemanha até agora resistindo à crise e, de acordo com números do governo, tendo um crescimento de 0,3% no segundo trimestre, enquanto a França não se desmoronou completamente, mas está vivendo uma economia aleijada. Ambos os países são os principais mercados para a Espanha, com a França comprando um 17,4% das exportações espanholas e Alemanha, o segundo parceiro mais importante, um  10,8%.

As melhores vendas de produtos para esses países estão em setores como tecnologia industrial, indústria auxiliar mecânica e construção, produtos químicos, jardinagem e moda.

No entanto, enquanto a Alemanha continuou a aumentar a compra de produtos espanhóis (6,5%), a França começou a reduzir suas importações, o que levou a uma queda de 0,4% nas vendas para o país vizinho.

No caso da Alemanha, é importante mencionar o fato de que o país é o maior financiador comercial da Espanha, mas nos primeiros cinco meses, o déficit comercial foi reduzido pela metade com o país da Angela Merkel. Este tem sido o resultado de Espanha não importar mais bens da Alemanha como antes da crise, por exemplo.

O saldo em ambas a zona do euro e os 27 países da UE é positiva, uma vez que em ambos os casos, a Espanha vende mais do que compra. No entanto, o saldo estrangeiro Espanhol com o resto do mundo está em déficit, o que é devido a altos custos de energia resultantes das importações de petróleo, principalmente, mas também de carvão, gás e electricidade.

Os principais credores da Espanha em questões de energia são a Rússia e Nigéria, enquanto o terceiro é a China, um país que compra principalmente têxteis da indústria espanhola.

Enquanto isso, a Grécia está tentando cumprir seus compromissos com os investidores. Em 20 de agosto, representou uma data importante porque marcou a data em que o país teve que pagar a dívida de 3,2 mil milhões de euros nas mãos do Banco Central Europeu. A impossibilidade matemática para pagar a dívida, como explicado em artigos anteriores, exige que a Grécia emita mais dívida para financiar o dinheiro devido ao BCE. Com isso, o país vai continuar o ciclo de morte sabido que na maioria dos casos termina com o colapso total dos países devedores.

Grécia colocou € 4.063.000 em títulos do Tesouro com maturidade de três meses a uma taxa de juros de 4,43%, ligeiramente acima do 4,28% oferecido em julho, conforme relatado pela Autoridade de Gestão da Dívida Pública Grega (PDMA). O governo grego tenta obter um diferimento do pagamento dessa dívida ou avançar um novo empréstimo de 31 mil milhões de euros no segundo pacote de resgate, o que foi rejeitado pelos seus parceiros europeus.

O desembolso do dinheiro do resgate será feito somente após a “troika” apresentar o seu relatório sobre o progresso do país e a adoção de novos cortes para 2013 e 2014. A maioria dos compradores dos leilões mensais são bancos estatais gregos, o que significa que todo o sistema financeiro está indo ladeira abaixo, caindo em auto-financiamento que é feito ao emitir títulos do governo para financiar os vencimentos de títulos detidos pelos bancos no país, o que, por sua vez, faz com que o estado use a sua dívida como instrumento de liquidez. Você vê a loucura aqui?

About the author:

Luis Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 17 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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