|Thursday, April 27, 2017
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Austeridade Estilo Grego Chegou ao Brasil 

Austeridade

O que restou da economia da Grécia depois da crise na Europa se evaporou depois que o país adotou as políticas de austeridade do FMI e da Tróica, que hoje, o mesmo FMI admite, foram um erro.

O único resultado das medidas de austeridade foi a transferência completa dos recursos do país para a Elite que ficou com eles por tostões.

O mesmo cenário é apresentado agora no Brasil, onde o governo de Michel Temer aprovou um novo pacote de medidas de austeridade que serão aplicadas para acabar com o pouco que ficou da economia brasileira.

Embora seja verdade que o Brasil tem muito desperdício de gastos, grande parte do qual é o resultado de ter uma das maiores burocracias do mundo, o plano proposto e adotado pelo governo está longe de ser uma solução para esses gastos desperdiçados.

O Congresso aprovou na terça-feira o ajuste fiscal mais severo em sua história recente: desde que sua atual constituição foi aprovada em 1988, nunca tinha sido adotada uma medida tão forte como a PEC 55.

O projeto-estrela do governo de Michel Temer foi a razão das manifestações nas últimas semanas. A reforma que reduz drasticamente o teto das despesas públicas durante os próximos 20 anos, estava sendo considerada para aprovação.

Austericídio Estilo Grego

Esta emenda à constituição foi aprovada pelo Senado por 53 votos – apenas quatro mais do que o mínimo necessário para realizar a alteração – e 16 contra, após um processo de mais de um mês e meio de passos em falso.

A partir do próximo ano, os investimentos públicos serão limitados por cinco períodos: as despesas só serão aumentadas conforme determinado pela inflação.

A administração brasileira não poderá aumentar o salário de seus trabalhadores, contratar novos funcionários ou conceder incentivos fiscais. Estas são três medidas são idénticas às adotadas Grécia no início de seu programa de austeridade.

Nas duas áreas mais sensíveis, educação e saúde, o novo limite só entrará em vigor em 2018, mas não deixa de implicar uma mudança existencial na administração brasileira. Até agora, sua Constituição estabeleceu um piso de despesas nestas matérias, mas não um teto.

O governo de Michel Temer sempre quis deixar claro que o executivo que substituíram, o Partido dos Trabalhadores, concentrava toda a corrupção e que eles representavam a alternativa. Desde então, tiveram que lidar com várias acusações de corrupção.

O Ministro da Cultura renunciou em novembro, alegando que outro ministro tinha pressionado ele, em nome de Temer, para benefíciar uma terra onde ele tinha um apartamento milionário.

O presidente do Senado, do mesmo partido, foi demitido por corrupção e depois reintegrado sem provar sua inocência.

Agora, o nome de Temer e os de muitos amigos próximos aparecem nas confissões de vários executivos acusados ​​de corrupção.

O voto apertado reflete uma situação cada vez mais incontestável: o governo de Michel Temer, que chegou ao poder em agosto somente após o impeachment da Dilma Rousseff, não tem a autoridade ou o apoio que precisa para governar.

Este executivo tinha tentado se apresentar como um liderado por sabedoria e responsabilidade fiscal, uma remédio amargo, mas necessário para o país deixar a grave crise econômica que está passando.

Mas desde então ele não tem sido capaz de evitar o dilúvio de acusações de corrupção que se espalham para mais e mais de seus membros.

O governo de Temer bateu uma baixa baixa na popularidade, 10% de acordo com a última pesquisa da Datafolha. Quando ele tomou posse, o governo tinha uma popularidade de 14%, e muitos senadores que já demonstraram lealdade ao PEC 55 o usaram agora para mostrar seu desacordo.

“Nós também não tivemos que vencer nos pênaltis: não ganhamos 5 a 0, mas ganhamos de 5 a 3. O importante é que ganhamos”, disse Romero Jucá, líder do governo no Congresso.

Antes do início da votação, o minúsculo partido da oposição já advertiu que apelaria o resultado na Suprema Corte.

A verdade é que até agora nenhuma das muitas tentativas de levar o assunto à Suprema Corte foi muito longe, mas a esquerda insiste que a nova lei é inconstitucional.

“É uma loucura: a Constituição dos cidadãos parou de proteger seus cidadãos”, lamentou Jorge Viana, do Partido dos Trabalhadores. A declaração de Vianna é um reflexo do que a maioria dos brasileiros acreditam e desejam: Um Estado babá que cuida de tudo e de todos. Esse desejo é uma das mais poderosas razões pelas quais a corrupção não pode ser removida do coração da nação.

Enquanto a população apoiar um Estado babá, sempre haverá espaço para a corrupção. As pessoas no Brasil têms sido tolerantes com a corrupção por muito tempo, porque é a traves desta corrupção que a maioria recebe sua “parte justa” da grande torta.

Como todo mundo no Brasil sabe, o país tem um problema de corrupção mais do que um problema econômico ou fiscal. A austeridade não resolverá o problema econômico, porque o governo já recolhe o suficiente em impostos para administrar a nação confortavelmente.

O problema agora é o mesmo que sempre existiu: Corrupção. Austeridade não corrige a corrupção, mas a responsabilidade sim. O problema no Brasil é que não há responsabilidade. Ninguém quer ser responsável.

Não há nada na nova proposta para reduzir a corrupção e a população brasileira realmente não quer lidar com a corrupção, porque aqui no Brasil a corrupção é o modo de vida do povo.

Reduzir ou eliminar a corrupção seria equivalente a acabar com a vida dos milhões de pessoas que amam o Estado e que querem que ele continue controlando suas vidas.

About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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