|Saturday, June 24, 2017
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Crédito ilimitado é a Verdadeira Ameaça à Economia Global 

crédito

O dinheiro real em dólares americanos corresponde a $ 1,2 trilhões em todo o mundo. Desse total, apenas $ 250 bilhões estão em circulação nos EUA. O restante dos dólares americanos em circulação em todo o país são inúteis. A mesma situação ocorre em todo o mundo.

Qual é o problema com isso? O governo dos EUA sozinho gasta $ 3,5 trilhões por ano. O mesmo governo dos Estados Unidos já gastou mais de $ 14 trilhões para lidar com a crise econômica em curso sem sucesso.

De onde vem todos este dinheiro vem se há, somente,  $ 1,2 trilhões  de dinheiro real? Foi impresso.

O que aconteceria se o excesso de dólares sem valor desaparecesse de repente?

A única coisa que tem mantido os Estados Unidos e qualquer outra coisa ligada ao dólar norte-americano vivo por décadas é o sistema de crédito global. Algumas pessoas preferem chamá-lo de sistema global de escravidão por dívida.

Embora o valor do dólar americano caiu em 96% desde a criação do Banco da Reserva Federal, a moeda continua a ser a referência mundial. A maioria dos ativos são cotadas em dólares. Petróleo, matérias-primas, propriedade e crédito são em dólares americanos.

A razão pela qual a América parece ficar cada vez mais rica, embora na realidade é completamente o oposto, é porque o país e o resto do mundo trabalham com crédito, não dinheiro vivo. Diferente de dinheiro real, o crédito pode ser quase infinito. Tem sido assim há décadas. É por isso que mais dólares circulam ao redor do mundo do que a quantidade total de dólares reais.

Os gastos dos consumidores correspondem a mais de $ 11 trilhões por ano, mas, na realidade não é, porque os consumidores usam o crédito como ferramenta para adquirir bens em vez de dinheiro vivo.

Neste momento, os gastos com base em crédito nos EUA é três vezes maior do que todos os impostos arrecadados pelo governo dos EUA. É duas vezes maior que o valor do dinheiro que circula nos EUA.

Como você já deve ter percebido, esta gigantesca, aparentemente infinita bolha de crédito é a maior fraqueza da América.

Você se lembra da pergunta sobre o dinheiro desaparecendo e quais seriam os resultados se isso acontecesse? Não é o dinheiro real que iria desaparecer, mas o dinheiro artificial creditado a pessoas e empresas.

Por que muito do dinheiro que circula nas transações financeiras é parte do valor do dinheiro impresso, uma contração brusca na disponibilidade de crédito teria consequências catastróficas para o sistema financeiro e, portanto, para a economia real.

O desaparecimento do dinheiro de crédito da economia real já começou. Vimos na Grécia, em Portugal e em outros países europeus em 2014, depois que os governos decretaram feriados bancários enquanto tentavam lidar com sua crise de crédito.

Isso mesmo. Os governos da Grécia, Portugal, Espanha, Itália e outros estão em crise porque suas operações dependem, fortemente, de grandes quantidades de dinheiro criadas artificialmente cujo valor real é zero, mas que o sistema financeiro e a economia real adotaram como dinheiro real, mesmo que ele não exista.

As terríveis consequências do que aconteceria com a economia global se linhas de crédito fossem cortadas ou completamente eliminadas foram vistas na Grécia e em Portugal, por exemplo. As pessoas não podiam acessar o dinheiro de suas contas bancárias porque elas tinham sido congeladas pelo governo.

Pensões e cheques de desemprego não foram pagos a pessoas que dependiam deles para viver porque o governo não tinha dinheiro vivo.

Você provavelmente está pensando, como pode ser que tanto dinheiro inútil é permitido circular, embora não tenha valor real? Em primeiro lugar, é permitido circular porque permite que as pessoas muito ricas ganhem toneladas de dinheiro que, por sua vez, lhes permite adquirir ativos reais.

Este sistema permitiu que 62 pessoas se tornassem bilionários. É, também, a razão pela qual este número de bilionários é menor a cada ano. Aqueles que estão no 0,1% usam dinheiro falso para comprar ativos reais, consolidando sua riqueza e influência, enquanto deixam os 99,1% com dívida. Essas pessoas dominam a arte de usar o dinheiro dos outros para enriquecerem.

O mecanismo de crédito existente não só os alivia do dinheiro sem valor, como também permite que se tornem proprietários de bens, tais como terras, matérias-primas, empresas rentáveis ​​e assim por diante.

A outra razão pela qual o dinheiro falso é permitido circular em quantidades tão grandes é porque há um entendimento geral de que toda aquela dívida criada pelo sistema de crédito será paga algum dia, de alguma forma. Mas e se a expectativa do pagamento dívida não existir mais? E se os devedores são incapazes de pagar suas dívidas?

Não é difícil ver como os representantes do governo ficam desconfortáveis com a maioria dos ativos, recursos e matérias-primas com preços em dólares norte-americanos em todo o mundo e a perspectiva de que a maior parte da dívida que foi criada pode não ser paga.

Com poucas exceções, a maioria dos países funcionam dentro do sistema baseado em crédito, o que significa que uma correção brusca na disponibilidade de crédito para financiar programas governamentais, como a aposentadoria, pagamento de salários para os funcionários públicos, etc, teriam um forte impacto sobre o tecido social da civilização.

É por isso que a maioria dos especialistas financeiros recomendam ter dinheiro vivo disponível porque uma vez que o movimento descendente do colapso econômico acelerar, não haverá mais dinheiro em caixas eletrônicos, agências bancárias ou lojas de conveniência.

A retirada de crédito de uma economia global altamente endividada também afetará a disponibilidade de gasolina, alimentos, água e outras necessidades básicas, pois a maioria das empresas que os fornecem também dependem fortemente de crédito para executar suas operações.

Só para você ter uma melhor percepção sobre a gravidade do problema da dívida criada pelo sistema de crédito, somente os Estados Unidos devem $ 60 trilhões aos seus credores.

Muitos cínicos dizem que a dívida não é um problema porque os EUA podem imprimir mais dólares para se financiar, incluindo o pagamento das suas dívidas. O que essas pessoas omitem é o fato de que, desde a criação do cartel bancário privado em 1913, os EUA nunca foram capaz de pagar sua dívida.

A impressão ilimitada de dólares norte-americanos, que não valem nada, não vai resolver o problema do endividamento, porque a verdade sobre o atual sistema de crédito é que não tem solução. Isso significa que nenhuma quantidade de dinheiro impresso pode saldar a dívida. A conseqüência de um sistema de crédito insolvente é o desaparecimento imediato de riqueza. Que riqueza? Seja qual for a riqueza que não é contabilizada em ativos reais.

No auge da crise de 2009, que por sinal não terminou, cerca de $ 10 trilhões de dólares em riqueza desapareceram da face da Terra. De acordo com alguns analistas, a crise financeira global que está por vir vai acabar com pelo menos 10 vezes mais do que em 2009. Em outras palavras, as pessoas vão ver cerca de $ 100 trilhões desaparecerem.

O que o desaparecimento de $ 100 trilhões de dólares fará para a economia global? Basicamente, vai ajudar a corrigir o sistema de crédito fora de controle. A eliminação de, pelo menos, $ 100 trilhões de dólares será um choque para bilhões de pessoas. Vai causar dificuldades nunca antes vistas, mas, também, irá ajudar a corrigir os abusos de um sistema que tem sido empregado por governos em todo o mundo para escravizar os seus povos. O colapso do sistema de crédito global vai obrigar o mundo a começar de novo.

Para o cidadão comum que depende de dinheiro para viver e para o dono de uma pequena empresa que depende de crédito para gerenciar uma loja ou uma cadeia de estabelecimentos, a maneira mais rápida de se preparar para o choque de um colapso do estilo da Grande Depressão é ter dinheiro vivo em mãos, de modo que, quando o sistema de crédito entrar em colapso, ele ou ela terá dinheiro suficiente para comprar mantimentos, combustível e outros itens básicos.

É, também, é uma boa idéia adquirir algo que permita a troca com vizinhos e empresas locais. Metais preciosos e outros materiais que são necessários no dia a dia será perfeito para sobreviver em uma sociedade sem dinheiro. Quando o sistema de crédito implodir, as empresas não terão acesso ao dinheiro para operar. As empresas não poderão comprar materiais, máquinas, pagar salários aos funcionários e, muito menos, produzir, porque não haverá crédito disponível para elas usarem. Consequentemente, os consumidores não terão acesso a produtos como alimentos, eletrônicos, carros, ou quaisquer outros meios básicos de locomoção. Mas, o pior é que as pessoas, as bilhões de pessoas que confiam o seu dinheiro aos bancos ou cooperativas, não terão acesso a ele, porque ele não existe. O dinheiro nunca existiu. O dinheiro nunca saiu dos bolsos, das contas bancárias privadas ou das propriedades dos bilionários, mas a riqueza gerada por bilhões de pessoas que trabalham sempre terminou nos bolsos dos bilionários. Então você vê, gerações de pessoas têm trabalhado para nada mais do que fazer com que o rico fique ainda mais rico.

O mais assustador sobre toda esta informação é que, apesar do que diz Barack Obama, a América não é a economia mais forte do mundo e a economia global não está se recuperando. A situação está piorando. A economia global está pendurada por um fio e a única coisa que a está impedindo de entrar em colapso é uma fé cega na ideia de que o sistema de crédito pode continuar da mesma forma. Isso, claro, não é possível. Tudo o que falta para a casa cair é o menor sinal de desconfiança de algumas pessoas. Ao menor sinal de que esta fé está diminuindo, vai levar as pessoas a retirarem o seu dinheiro da economia o mais rápido possível e, dependendo da quantidade de dinheiro que está sendo retirada, será o fim do sistema de crédito que reinou sobre o mundo desde o início da década de 50.

Você foi avisado. Agora você sabe. Pegue o seu dinheiro tão rápido quanto puder antes que seja tarde demais.

About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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