|Saturday, April 29, 2017
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Dilma Rousseff está Delirante 

Dilma Rousseff está Delirante

Sob a sua presidência e a do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil deixou de ter um futuro promissor e de se converter na jóia do mundo em desenvolvimento para se tornar o tema de piadas em todo o mundo.

É sob o domínio do Partido dos Trabalhadores (PT) que o Brasil perdeu a oportunidade de se tornar uma potência econômica cada vez maior na América Latina e a razão disso foi, em grande parte, a corrupção generalizada e a impunidade com que as classes política e corporativa operam no país.

Os partidos políticos, os políticos e os donos de corporações poderosas fazem o que querem aqui no Brasil. Eles aumentam os impostos a níveis estratosféricos, realizam gastos desnecessários, compram os funcionários públicos em troca de favores políticos, fazem desaparecer opositores políticos e perpetuam o seu poder através de um estado de bem-estar gigantesco que garante o apoio contínuo das milhões de pessoas dependentes do governo que têm pouco ou nenhum incentivo para procurar um emprego.

Apesar das evidências abundantes de que a classe política no Brasil está por trás da pior crise econômica e política na história do país desde o fim da ditadura, a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor e padrinho, Lula da Silva, fizeram com que as investigações em curso sobre a corrupção na Petrobras fossem sobre eles mesmos.

De acordo com ambos, Dilma e Lula, a investigação policial em curso “é uma caça às bruxas” que visa responsabilizar os dois pela grande operação de corrupção revelada ao público durante a Operação Lava Jato, a maior investigação sobre corrupção no governo neste país.

O maior escândalo de corrupção da história do país ocorreu durante o governo de Lula e continua acontecendo sob a administração de Dilma. Muitos membros do Partido dos Trabalhadores, incluindo alguns dos seus aliados, foram capturados, acusados e presos por sua participação no esquema de corrupção na Petrobrás. Além disso, muitas dessas pessoas implicadas no esquema de corrupção negociaram sentenças de prisão mais curtas em troca de delatar o que eles sabiam.

Toda vez que novos detalhes surgiram sobre o esquema de corrupção na Petrobrás, a polícia capturou novos suspeitos e novas testemunhas deram mais detalhes sobre o sistema de corrupção institucionalizado que tem crescido exponencialmente nos últimos 15 anos.

Apesar de tudo isto, tanto Lula quanto Dilma continuam a mostrar arrogância ante sua iminente implicação no escândalo de corrupção. Lula ainda deve responder a várias acusações que já resultaram na sua prisão temporária.

Promotores da cidade de São Paulo solicitaram sua prisão, enquanto as investigações estão em curso, porque  acreditam que Lula pode tentar fugir ou que seus amigos podem tentar  proteger o ex-líder sindical.

Demorou muito pouco para que as preocupações dos promotores se tornarem realidade. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, descaradamente, interveio e ofereceu ao Lula uma posição no seu governo para evitar sua prisão. A presidente do país ajudou a uma pessoa suspeita de ter participado em corrupção, protegendo Lula, justo como as autoridades de São Paulo tinham avisado.

Após vários pedidos para anular e validar a nova posição de Lula no gabinete de Dilma, o Supremo Tribunal do Brasil decidiu apoiar a decisão de um juiz para tirar Lula do cargo de gabinete, mas, também, decidiu remover o promotor que investiga o escândalo na Petrobras, juiz Sergio Moro, de sua posição. A decisão foi tomada, de acordo com o Tribunal, depois que o governo Rousseff questionou o vazamento da conversa telefônica de Dilma e Lula onde a presidente informa Lula de sua intenção de protegê-lo nomeando-o em seu gabinete.

Agora, o Supremo Tribunal é o único organismo encarregado do inquérito que incriminou muitos petistas no escândalo da Lava Jato. O futuro de Lula depende do Supremo Tribunal, que, por enquanto, tem dado à administração Rousseff algum espaço para respirar e planejar sua próxima estratégia de defesa.

Enquanto nas ruas do Brasil dois terços das pessoas apoiam o impeachment da presidente Rousseff, ela diz que “eles querem que eu renuncie para que eles não tenham que me derrubar ilegalmente.” Não é claro para Rousseff que um processo de impeachment é uma forma constitucional de demitir um funcionário público que não tem nenhum respeito pelo país. Não fica claro para ela que, quando dois terços das pessoas, muitos dos quais costumavam ser simpatizantes do PT, pedem o seu impeachment, não existe uma  ‘caça às bruxas’.

Durante uma entrevista com vários jornalistas em Brasília, Dilma respondeu a perguntas sobre os acontecimentos das últimas duas semanas no país. Depois da prisão e interrogatório temporário de Lula, não houve um dia sem uma nova advertência.

Dilma começou a entrevista dizendo que o processo de impeachment, que já começou a mover-se no Congresso Nacional e que ameaça a sua presidência, é um procedimento ilegítimo.

Legalmente, é muito fraco. E surgiu porque o presidente do Congresso, Eduardo Cunha, ameaçou o governo: se não votássemos contra uma investigação sobre ele. Ele iniciou o processo. Cunha foi denunciado pelo Procurador da República porque encontraram cinco contas ilegais que pertencem a ele.

Quando questionada sobre a legalidade do processo de impeachment, Dilma disse que “no Brasil teve golpes militares. Num sistema democrático, eles mudam métodos. E sem uma base jurídica, o impeachment é um golpe. Ele quebra a ordem democrática. É por isso que é perigoso.“ Exceto se um processo de impeachment é aceito pelas autoridades, o que significa que tem base legal, portanto, não poderia ser considerado um golpe.

Depois de dizer isso, Dilma insistiu em dizer que “Eles me pedem para renunciar. Por quê? Por ser uma mulher frágil? Não, eu não sou uma mulher frágil. Minha vida não é isso.” Segundo Dilma, as pessoas pedem a sua saída do governo para evitar o gosto amargo de ter que me remover de forma ilegal. “Eles acham que eu estou muito afetada, perplexa, muito deprimida. Mas eu não estou. Eu tive uma vida muito complicada por não ser capaz de lutar. Eu lutei em condições muito difíceis. Então eu não vou desistir, claro que não.

Dilma esqueceu de mencionar que a razão por trás do seu tempo de prisão foi a comissão de atos que hoje seriam considerados como terrorismo em qualquer país democrático do mundo. Dilma era uma agente de esquerda que, operando desde trincheiras escondidas, procurou causar convulsão durante um tempo muito delicado na história do país. Você vê, Dilma era membro de um grupo guerrilheiro que tentou desestabilizar o país.

Quando perguntada sobre sua tentativa de salvar Lula nomeando-o em seu gabinete, Dilma disse que isso é por causa das táticas daqueles que defendem a ideia de que estar em uma situação quanto pior, melhor. “E essa tática também vai contra o meu governo e Lula iria fortalecer meu Governo. Pensando que, porque ele é um ministro ele vai escapar da justiça é ver um problema onde não existe nenhum. Suponha que é verdade, que ele vai ser protegido. Que proteção estranha, eu diria, ele ainda pode ser investigado pelos juízes do Supremo Tribunal. O que acontece é que eles não querem que ele se tornasse um membro do gabinete. Mas Lula vai vir, como um ministro ou como consultor, de uma forma ou de outra, mas ele virá, ninguém vai pará-lo. “

A arrogância de Rousseff também mascara um outro fato que, muitas vezes, fica distante da realidade, uma vez que, segundo ela, tudo é uma caça às bruxas contra ela. Lula pretende concorrer para o cargo de presidente novamente. Além de protegê-lo da acusação, Dilma pretende ajudar Lula em uma nova corrida presidencial.

Uma das consequências da falta de honestidade do governo de Dilma com o povo do Brasil é que a grande maioria apoia o impeachment. Questionada sobre se essa era uma situação grave, Dilma disse que “é uma consequência grave, porque quando você começa a questionar os políticos, ‘heróis políticos’ surgem.” Segundo Rousseff, esses heróis implantam o caos e, em seguida, aparecem como salvadores do caos. Então, Dilma diz que questionar a corrupção do governo é o mesmo do que estar a favor do caos. Com esta declaração, Dilma deixa claro que, na sua opinião, quem está contra a corrupção do governo e quem quer corrigir malfeitos do governo é um inimigo do governo que procura provocar o caos.

Nós defendemos um pacto, queremos um diálogo aberto, mas isso tem que acontecer sem rupturas democráticas, sem tentativas de impeachment infundadas. Devemos discutir e reformar o sistema político brasileiro. Mas, sem acordo não haverá reformas. Eles não vão fazer essas reformas com demonstrações na Avenida Paulista em São Paulo, ou de um lado a outro. Uma vez, em uma série sobre Genghis Khan, ouvi esta frase: “Conquistar é feito a cavalo; governar é feito a pé.” Bem, aqui Dilma deu um tiro no pé, porque, como mencionado antes, ela era um soldado de rua para os movimentos de guerrilha que usou táticas terroristas para tentar desestabilizar o pais. Além disso, não há nenhuma organização que melhor representa o controle centralizado da política do Brasil do que o próprio Partido dos Trabalhadores.

Dilma está delirante. Se você acha que é um exagero, leia sua explicação sobre uma explosão social iminente contra seu governo.

Essas explosões são principalmente devido à desigualdade e à pobreza. Nós, democraticamente, fizemos uma grande transformação social nos últimos anos, incluindo 40 milhões de pessoas pobres da classe média e resgatando 36 milhões de pessoas da pobreza.” Para Dilma, é democrático tirar dinheiro das pessoas através do sistema de tributação para pagar suas promessas políticas para 76 milhoēs de pessoas com a única intenção de fazer com que eles sempre votem pelo PT.

Mesmo durante a crise, mantivemos programas sociais.” Dilma acha que esse fato implica que os brasileiros não devam estar inconformados. “Aqui, não há problemas religiosos, nem étnicos. O que cresce é a intolerância política. Durante as manifestações contra mim, fui na televisão dizer que eles tinham direito a protestar, mas não à violência. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu confio no espírito pacífico do povo brasileiro.

Assim, Dilma acredita que o uso da violência para roubar a renda de um setor da cidadania é um exemplo de democracia e de paz, mas se as pessoas saem para as ruas para exigir que ela renuncie, isso é um sinal de intolerância? Os chamados valores democráticos de Dilma foram vistos durante as manifestações de 2013 contra a Copa do Mundo da FIFA. Depois que alguns vândalos e provocadores atacaram manifestantes pacíficos e destruiram propriedades privadas, a polícia atacou os manifestantes que protestavam contra o governo em São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados do país.

Quando perguntada sobre como ela se sente pessoalmente sobre as crises política e econômica atuais, Dilma disse que ela está muito bem. “Eu não tenho culpa. Certamente, eles me criticam por não estar deprimida. E eu durmo muito bem. Vou para a cama às dez horas da noite e levanto às quinze para as seis da manhã. Todo dia.”

About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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