|Monday, December 18, 2017
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Duplo Golpe de Estado no Brasil 

Impeachment

A democracia não é perfeita, mas é o melhor que temos. Este tipo de discurso é, muitas vezes, usado por pessoas conformistas para justificar crimes sociais e políticos ultrajantes, bem como justificar tentativas de derrubar governos através de revoluções falsas.

Devemos lembrar que a democracia não é nada mais do que o governo da maioria ou como muitas pessoas dizem, o governo da multidão, sem importar as diferenças numéricas.

A democracia tem proporcionado a oportunidade para que hackers políticos condenem o Brasil a sofrer dois golpes de estado em menos de duas décadas.

O primeiro golpe ocorreu ao longo de 16 anos depois que o Partido dos Trabalhadores (PT) foi  escolhido para governar o país por pessoas que, aqui no Brasil, são chamadas de maioria miserável; as classes mais baixas que preferem não fazer nada enquanto a minoria trabalha duro para lhes fornecer habitação, dinheiro e comida de graça, enquanto a classe política saqueia o país. “É a institucionalização da miséria”, um deputado disse ontem à noite na Câmara dos Deputados.

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O primeiro golpe não ocorreu por causa da eleição do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, mas, sim, ao longo de suas duas administrações e, mais recentemente, durante as duas administrações de Dilma Rousseff.

O segundo golpe está acontecendo agora, ainda durante o reinado de um governo “eleito democraticamente”.

Por mais danos que Dilma, Lula e o PT causaram ao Brasil, a remoção do governo eleito, por motivos legítimos, é um movimento que vai permitir que interesses estrangeiros tomem conta do poder no Brasil.

O movimento para remover Dilma Rousseff por suspeita de prática de fraude fiscal, entre outros supostos crimes, facilita a instalação de um grupo de políticos que não têm sido apenas colaboradores nos abusos por parte da classe política contra o país, mas cujos líderes têm se aliado com agências de inteligência estrangeiras e bilionários para entregar o país a um sindicato do crime internacional.

Aqueles que assumirão no Palácio do Planalto, caso a votação no Senado diga SIM ao impeachment da presidente Rousseff, são conspiradores, e não heróis.

Os membros do PMDB e seus aliados estão ajudando estrangeiros a sequestrar o país e para um punhado de criminosos internacionais.

O Brasil está à beira de sofrer o segundo golpe de Estado em apenas duas décadas devido à imperfeição do seu sistema democrático e às ações criminosas de um grupo de políticos de todos os partidos políticos.

Ruling party lawmakers react after the lower house of Congress voted to impeach Brazil's President Dilma Rousseff in the Chamber of Deputies. Photo: AP Photo/Eraldo Peres

Um terço dos 511 membros da Câmara que votaram ontem à noite em Brasília estão implicados em escândalos de corrupção que estão sendo investigados pelas autoridades federais.

É importante ressaltar que não há golpe de Estado, como militantes do PT alegam, por causa da perseguição política de Dilma, mas, por causa da aliança profana entre grupos de oposição e criminosos internacionais, que viram uma oportunidade de capturar um país que não tem sido aliado dos globalistas que hoje comemoram o impeachment.

Ontem à noite, a votação para iniciar um processo de impeachment contra a presidente Rousseff faz pouco para punir os maiores crimes cometidos pela classe política no Brasil.

O processo se concentra em “pedaladas”, ou a suposta prática de fraude por Rousseff e sua administração.

Enquanto os petistas advertiram que Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, será o próximo político a ser demitido, opositores do governo disseram que o processo contra Dilma estava apenas começando e que o próximo passo seria a acusação judicial.

Cunha está sendo investigado pelo Comitê de Ética da Casa por seu envolvimento na suposta lavagem de dinheiro.

No processo de investigação do escândalo de corrupção na Petrobrás, a companhia petrolífera brasileira, as autoridades descobriram a existência de contas bancárias secretas associadas com o presidente da Câmara. Os detratores de Cunha o acusaram de tudo antes de votar contra o impeachment.

Enquanto os petistas alegam que a Câmara não tem o direito de substituir o voto de 54 milhões de brasileiros que relegeram Rousseff para um segundo mandato, as pessoas nas ruas deixaram claro que 54 milhões de votos não era uma licença para o PT saquear o país.

Por outro lado, os milhões que votaram em deputados da Câmara forneceram legitimidade para que eles possam iniciar um processo de impeachment contra Rousseff e Cunha.

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Na Câmara, os deputados também lembraram os telespectadores que as irregularidades foram cometidas e que hipotecar, irresponsavelmente, as gerações futuras em nome de políticas po-pulistas falsas é so uma tentativa de legitimar a preguiça. “É a vagabundização do pais”, disseram.

“Um povo sem virtude acaba sendo escravo”, alertaram vários deputados cristãos, que manifestaram a sua preocupação com a tentativa do governo do PT de corromper as mentes de crianças através de políticas educacionais que incluem o ensino da sexualidade na sua idade precoce.

Apesar da oposição do PT e alguns deputados de partidos que também votaram contra o impeachment de Dilma, a verdade é que encaminhar a votação para o Senado brasileiro permitirá a Rousseff se defender das acusações contra ela.

Conforme anunciado pelo presidente da Câmara no domingo à noite, o voto a favor do impeachment de Dilma será, agora, levado para o Senado, cujos membros, em última instância, decidirão se Rousseff é impedida de continuar na presidência ou não.

Se os resultados da votação na Câmara (367 a favor e 139 contra) é um sinal do que acontecerá no Senado, podemos dizer que o fim do governo Dilma está mais próximo do que qualquer um poderia imaginar. O Senado tem 10 dias para acolher o pedido de impeachment ou não. Se aceito, Dilma será suspensa da presidência por até 180 dias enquanto o Senado discute os méritos do impeachment. Os senadores poderão votar a favor ou contra ao impeachment, o qual será uma decisão definitiva.

É importante que os brasileiros sejam capazes de ver além do impeachment da presidente. Se eles pretendem limpar o país e trazer de volta o Estado de direito, é necessário que os outros acusados de fraude, incluindo mais de 100 deputados, senadores e ex-candidatos políticos que estão sendo investigados sejam, também, responsabilizados pelos seus atos.

About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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