|Tuesday, May 22, 2018
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Facebook é um Foco para a Coleta Ilegal de Informações 

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Facebook quer e tem mais informações de você do que a lista de amigos e a sua geolocalização.

A controvérsia que está girando em torno do Facebook não pára, pelo menos por agora.

Quando Mark Zuckerberg testemunhou perante o Senado dos EUA, muitos fatos e dúvidas vieram à tona.

Esta é uma das razões pelas quais a plataforma decidiu implementar “maior transparência” em suas condições e, com isso, fazer com que os usuários possam decidir quais informações compartilhar com a rede social.

Infelizmente para os usuários, veio muito tarde.

Agora é possível que o Facebook tenha dados de pessoas que nem sequer têm um perfil na plataforma. Tais perfis inexistentes são chamados de “perfis ocultos”.

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Esta informação foi parte das perguntas que foram feitas a Mark Zuckerberg: O senador republicano Ben Lujan perguntou ao CEO do Facebook sobre a coleta de dados de não-usuários.

Sua resposta foi a seguinte: “Congressista, em geral, coletamos dados sobre pessoas que não se registraram no Facebook por razões de segurança para evitar buscas reversas baseadas em informações públicas, como números de telefone.”

Aparentemente, Zuckerberg ignorava completamente a existência de tais perfis.

Essa foi uma das respostas mais controversas geradas nas redes sociais, como o Twitter, porque a mídia se encarregou de resumir de maneira simples quais dados foram refletidos com as respostas do CEO do Facebook após seu discurso.

No caso de “perfis ocultos”, o Facebook tem as informações que os usuários registrados decidem conceder uma vez que ingressam na plataforma.

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Quando alguém abre uma nova conta, a página é responsável por coletar os dados de contato dessa pessoa, eles são dados graças ao WhatsApp ou à lista de contatos de um telefone registrado.

Essa informação que o Facebook salvou automaticamente serve para criar os chamados “perfis ocultos”.

Devido a isso, quando uma pessoa faz um perfil na rede social pela primeira vez, aparecem sugestões de amigos, que, na verdade, ele já conhece.

Reconhecimento Facial do Facebook

Se os problemas do Facebook e seu criador Mark Zuckerberg já não fossem suficientes, agora muitas preocupações estão começando a surgir, tanto nos Estados Unidos como na Europa, sobre a implementação do reconhecimento facial.

Especialmente no velho continente, este procedimento pode não estar de acordo com as novas regras de proteção de dados que entrarão em vigor em 25 de maio.

Já em 2012, esse tipo de tecnologia para identificar os rostos de pessoas cadastradas no Facebook foi bloqueada na Europa, uma vez que a rede social não obteve o consentimento dos usuários para a divulgação de suas imagens on-line. Por enquanto, é usado apenas nos Estados Unidos.

No entanto, na véspera da entrada em vigor do novo regulamento europeu para a proteção de dados pessoais, o Facebook tenta novamente, desta vez propondo um consentimento prévio explícito, como o regulamento também exige para o processamento de dados biométricos.

Além disso, desde dezembro passado, a tecnologia inclui a notificação da presença do rosto de um usuário, mesmo em fotos em que não foi marcado.

A violação dessas regras na Europa pode gerar multas de até 20 milhões de euros ou 4% da receita global da empresa que adote esse método.

Nos Estados Unidos, o sistema está ativo há oito anos e, em dezembro, a possibilidade de desativá-lo foi simplificada.

Muitos ativistas e advogados acreditam que, de fato, o Facebook também poderia analisar as imagens de pessoas que não deram seu consentimento explícito.

Desde 2015, treze grupos de proteção à privacidade entraram com ações contra a Comissão Federal de Comércio dos EUA para apoiar esta tese. Até agora, essas tentativas não tiveram sucesso.

No entanto, após o escândalo da Cambridge Analytica, a sensibilidade à privacidade parece ter mudado e, na Califórnia, um juiz federal, James Donato, entrou com uma ação coletiva expondo a empresa a bilhões de dólares em danos.

Por sua vez, Facebook explicou em uma nota: “Continuamos a acreditar que o caso não tem substância e vamos nos defender.”

Facebook e outras mídias sociais são um foco de coleta ilegal de informações

O reconhecimento facial é usado pelas principais empresas de tecnologia em todo o mundo. No ano passado, a Apple substituiu o leitor de impressões digitais por uma câmera que usa o rosto para desbloquear o iPhone.

Com 2.200 milhões de usuários, o Facebook desenvolveu o maior banco de dados de rostos da história e, com tantas imagens disponíveis, foi capaz de treinar seu software de reconhecimento facial, que agora é um dos mais precisos já criados.

Possivelmente, em breve você será capaz de reconhecer até mesmo o estado de saúde de uma pessoa.

A empresa diz que não tem planos de disponibilizar dados de reconhecimento facial para anunciantes ou desenvolvedores externos, mas a desconfiança é real e compreensível.

Por quê? Porque há pessoas e organizações secretamente colhendo dados do Facebook e de outras mídias sociais com o propósito explícito de construir o banco de dados humano mais completo.

Conforme relatado pela Revista Forbes, as empresas de tecnologia apoiadas por Israel estão se apoderando de dados hospedados pelo Facebook sem o consentimento do usuário. A prática de mineração de dados está sendo executada pelos chamados ex-espiões a pedido de uma empresa conhecida como “Terrogence”, uma entidade que lucra com o fornecimento de dados pessoais a agências de inteligência.

“Terrogence”é mais uma empresa que tem sido capaz de aproveitar clandestinamente a vulnerabilidade do Facebook”, relata a Forbes, mas ninguém está falando sobre isso.

Segundo o relatório da revista:

“Uma ex-funcionária, ao descrever seu papel como analista da Terrogence, disse que “conduziu operações de gerenciamento de percepção pública em nome de clientes governamentais nacionais e estrangeiros “e usou” práticas de inteligência de fontes abertas e métodos de engenharia de mídia social para investigar grupos políticos e sociais”. “Ela não estava disponível para comentários no momento da publicação.”

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