|Tuesday, September 25, 2018
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A Ameaça Feminista às Mulheres e aos Homens 


Feminista

O feminismo sucumbiu à identidade política. A utopia feminista é cúmplice da destruição das mulheres e da sociedade ocidental.

Recentemente li em CounterPunch dois artigos de mulheres feministas escrevendo contra os homens. Não contra todos os homens, apenas homens heterossexuais brancos.

Nem sempre é fácil para um homem da minha geração entender o que as feministas estão dizendo, mas eu tento.

Parecem estar dizendo que as mulheres vivem em uma sociedade que coloca os homens no poder e que acredita que a violência contra as mulheres é aceitável.

Elevando sua acusação a um fato, a escritora diz que as mulheres não devem ter que provar seu caso quando fazem acusações de assédio sexual e assalto contra um homem, muito menos ter que provar sua “validade pessoal até mesmo ao fazer uma acusação contra um homem”.

Será que a escritora quer dizer que qualquer mulher irritada deveria ter o direito de impugnar um homem com uma acusação incontestável?

Será que ela acha que os homens e a sociedade americana acreditam que a violência contra as mulheres é aceitável?

Penso que não, a não ser que a violência seja cometida pela polícia.

Os americanos parecem aceitar a violência policial contra homens, mulheres, crianças, deficientes e o cão da família.

A outra escritora disse que as mulheres têm que se vender para viver.

Ela, apesar de ter um diploma de uma universidade de prestígio, foi trabalhar como uma stripper, uma dançarina, e aparentemente como prostituta.

Ela culpa os homens por suas decisões ruins.

Para ser claro, simpatizo com alguém que se encontra na posição de ter que sacrifícar a sua auto-estima para sobreviver.

Isso acontece com pessoas em todo o mundo. Não é uma experiência única das mulheres.

A mulher que era uma stripper escreve que “o que eu aprendi no strip-club me ensinou mais sobre as realidades de ser uma mulher no século 21 do que qualquer outra coisa”.

Foi lá, ela escreve, que soube que suas desvantagens na vida eram sua inteligência e língua aguda, e “que, enquanto os homens ditavam os termos da minha existência, as mulheres eram cúmplices na manutenção da desigualdade sistêmica”.

As mulheres, ela escreve, tanto quanto os homens, destruiram a minha alma.

O que chamou minha atenção foi a referência a “ser uma mulher no século 21”.

Quão diferente é ser uma mulher na era pré-feminista que eu vivenciei?

Foram as feministas que denunciaram os homens por colocar as mulheres em um pedestal e adorá-las.

O respeito inculcado que os homens mostraram às mulheres, tirando os chapéus em sua presença, ficando em pé quando as mulheres entraram na sala, abrindo portas para elas, puxando a cadeira, nunca usando um palavrão na presença delas e nunca batendo numa mulher, uma ação que isolaria um homem e o privaria de amigos do sexo masculino, eram coisas comuns.

No meu tempo, ninguém batia numa mulher. Estava além do permitido.

Foram as feministas que disseram que colocar as mulheres em um pedestal era a maneira masculina de incapacitar as mulheres.

Que ignorância sem sentido.

Os membros mais poderosos da minha família eram minhas avós, mãe e tias.

Pequenas decisões eram deixadas aos homens. As grandes decisões eram tomadas pelas mulheres.

As feministas disseram que as mulheres tinham que rejeitar o pedestal e que deviam descer ao mundo masculino para provar o seu valor.

Nunca ocorreu às feministas que as mulheres valiam mais e tinham mais poder no pedestal.

As feministas ensinaram às mulheres a serem promíscuas.

A revista Cosmopolitan ensinou as mulheres a encontrarem a realização no orgasmo com tantos parceiros sexuais quanto pudessem encontrar.

Alguns anos atrás, escrevi sobre homens jovens me dizendo que eles gostariam de se casar, mas que todas as mulheres que conheciam tinham transado com todos os seus colegas de classe.

Eles disseram que se sentiriam extranhos com seus amigos, que tinham transado com a noiva, no casamento.

As corporações contribuíram para piorar a posição das mulheres.

No meu tempo, as mulheres eram protegidas por suas famílias.

Qualquer um que abusasse de sua esposa seria confrontado pelo seu pai e mãe, pai e mãe de sua esposa, seus avós, seus irmãos e irmãs, os irmãos e irmãs da sua esposa, suas tias e tios, e os primos dos dois.

O que as corporações fizeram foi destruir esse ambiente protetor enviando seus funcionários para algum local distante onde o marido e a esposa estavam isolados da família.

As crianças cresceram sem conhecer seus avós, tias, tios, primos, pessoas que hoje só podem ver uma ou duas vezes por ano.

Isolados dos sistemas de apoio normais, as famílias se separaram e a taxa de divórcio subiu.

Uma sociedade cujo objetivo é apenas a sobrevivência e o lucro destrói mulheres e homens.

É disso que as feministas deveriam reclamar.

Mas o feminismo sucumbiu à identidade política e só pode gerar odio contra os homens que consideram as mulheres atraentes.

A julgar pelo crescimento da homossexualidade, há uma redução no número de homens que acham as mulheres atraentes.

Conseqüentemente, o feminismo é cúmplice na destruição do status das mulheres e da sociedade ocidental.

Tradução: Luis R. Miranda

About the author: Paul Craig Roberts

Paul Craig Roberts, former Assistant Secretary of the US Treasury and Associate Editor of the Wall Street Journal, has held numerous university appointments. He is a frequent contributor to The Real Agenda News. Dr. Roberts can be reached at http://paulcraigroberts.org

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