|Sunday, April 21, 2019
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Estes são os riscos reais com a tecnologia 5G 


5G

Os riscos se multiplicariam com o maior número de dispositivos e sua fragilidade em segurança.

A última geração de comunicações móveis está nos permitindo acessar conteúdo multimídia ou interagir com sistemas de computadores a velocidades de transmissão até então desconhecidas. No entanto, mesmo antes de seu uso ter sido consolidado, surgiu um novo conceito, o 5G. Mas, realmente, o que essa nova geração de comunicações móveis significa?

Uma das principais características da nova geração de comunicações móveis 5G é que a velocidade de transmissão de dados será multiplicada por 100.

Alguém parou para pensar nos serviços que poderiam ser fornecidos nessas velocidades? Muitos aplicativos me vêm à mente.

Mas o 5G não é apenas sobre isso. Um aspecto de enorme relevância na evolução da tecnologia Long Term Evolution que tem suportado as comunicações móveis na última geração móvel tem sido a latência.

Com 5G, isso será visivelmente reduzido. Para aqueles que não estão acostumados com o conceito de latência, eles só precisam pensar em quanto tempo leva um sistema de computador hoje para responder a uma solicitação feita de outro sistema.

Essa é a latência, o atraso entre a solicitação e a resposta nas comunicações.

Vamos pensar agora em suas possibilidades.

Com latência muito baixa, poderíamos interagir com veículos autônomos em tempo quase real – assumindo que 1 milissegundo seria aceitável para a segurança da interação. Poderíamos interconectar-nos com salas de cirurgia ou dispositivos médicos para realizar intervenções cirúrgicas, poderíamos sincronizar nossos dispositivos domésticos para interagir instantaneamente e uma longa lista de outras opções.

Acrescentarmos que 5G dificilmente sofreria interrupções, com disponibilidade de 99,999%, ou que teria cobertura global e reduziria o consumo de energia da rede em 90%, alguns diriam que esse é o ” panaceia” das comunicações.

Infelizmente, toda inovação sempre tem um “mas”. No caso do 5G, o problema é segurança. Quais mecanismos de segurança cibernética contemplarão? Esse paradigma mudará?

Há muitas vozes que foram levantadas em referência a como a segurança dessa nova geração móvel está sendo abordada. Algumas vozes insistem na incorporação de certas medidas nos padrões que devem apoiá-la.

Mais de um ano atrás, em junho de 2017, a Comissão Européia publicou um relatório no qual se referia às considerações de segurança cibernética que o novo padrão 5G deveria enfrentar.

Essas considerações incluíram a necessidade de uma arquitetura lógica que seria baseada no conceito de redes virtualizadas em infraestruturas compartilhadas, porque o 5G será baseado no que veio a ser chamado de SDN e NFV, ou redes baseadas em software, que representam o paradigma de eliminar conexões físicas interconectando equipamentos e serviços através da rede de comunicações móveis.

Nesse cenário, a segurança cibernética se tornaria um elemento-chave ao avaliar os riscos que uma conexão de rede massiva de dispositivos implicaria sem qualquer outro requisito em redes virtuais.

Alguns estudos dizem que a proliferação de dispositivos de Internet das Coisas seria tal que eles poderiam congestionar a própria rede, mesmo depois que os dispositivos atingirem sua vida útil.

De certa forma, e estabelecendo uma analogia, isso poderia levar ao que seria conhecido como “comunicações de lixo”, como o plástico que chega ao mar ou fragmentos de satélites que orbitam ao redor do planeta Terra.

Isso não seria um problema de gerenciamento de resíduos, mas de segurança cibernética.

Os problemas reais com a segurança cibernética viriam, segundo alguns analistas, da facilidade que os cibercriminosos teriam de implantar redes de bots, ou dispositivos hackeados, capazes de atacar qualquer sistema, como faria um exército.

No passado, esses tipos de ataques, particularmente o DDoS, se mostraram eficazes; o risco agora se multiplicaria, de acordo com a multiplicação do número desses dispositivos e a facilidade de invasão deles.

Para tudo isso, seria necessário adicionar a explosão exponencial que a transferência de dados, através da rede de comunicações, geraria. Certamente, isso está dando origem a uma enorme controvérsia em torno da gestão da privacidade.

Alguns especialistas já avançaram que defenderão justamente a integração de tecnologias de criptografia de hardware nos próprios dispositivos para evitar esse tipo de problema, no entanto, essa solução é algo que o mercado ainda não conseguiu assimilar. Nem os principais líderes das potências mundiais estão ajudando.

Alguns já foram responsáveis ​​por aumentar sua relutância. Precisamente o governo dos EUA tem sido um dos mais ativos em duvidar dos fabricantes chineses, que já usam essa tecnologia para incluir chips espiões nas linhas de produção de ambos os terminais e equipamentos de rede responsáveis ​​pelas comunicações.

Porque, efetivamente, para alcançar todos esses avanços, será necessário implantar redes de equipamentos de comunicação que funcionem a 3,5 GHz.

Essa freqüência mal era usada pelos governos mundiais para funções de defesa e agora seria compartilhada com milhões de estações de transmissão e dispositivos domésticos e comerciais para uso diário.

Apesar de tudo, a evolução da tecnologia móvel é imparável.

Nos EUA, os testes com o CBRS – equivalente ao 5G – estão ocorrendo há algum tempo. Até mesmo alguns atores, que não correspondem aos operadores de telecomunicações, estão começando a experimentar centros pilotos distribuídos pelo mundo.

Nomes como Amazon e Google já aparecem entre os interessados, além, é claro, dos fabricantes de tecnologia usuais, como Huawei, Qualcomm, Cisco e muitos outros.

About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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