|Tuesday, July 23, 2019
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Evite decepção e frustração aprendendo a dizer NÃO 


Você é uma pessoa que gosta de agradar os outros ou uma pessoa submissa? Talvez seja hora de dizer não sem remorso.

Um dos elementos mais importantes que define a inteligência emocional é a assertividade, entendida como a capacidade de expressar, honestamente, nossos direitos, crenças e necessidades sem negar as dos outros. Parece fácil, mas os relacionamentos nem sempre são assim.

Quase todos nós temos dificuldades em expressar-nos livremente ou estabelecer limites a um comportamento indesejado.

É quando deixamos de lado nossos planos para atender aos planos dos outros, por exemplo. Ou quando recebemos um comentário que não gostamos e o engolimos por medo de iniciar um conflito ou por medo do que as pessoas pensarão.

Mas, não expressar o que necessitamos é uma fórmula segura para nos sentirmos eternamente insatisfeitos, pois as nossas necessidades sempre ficarão para trás, adiando-as repetidas vezes até que, no final, acabamos esquecendo-as.

Mas, se a nossa vida é tão cheia de exigências de outras pessoas que não temos mais nem tempo para o que é importante para nós, ou pior, se nossa saúde física ou mental está em risco por causa disso, talvez tenha chegado a hora de começar a fazer algumas mudanças.

A primeira coisa que devemos aprender é a diferença entre assertividade e agressividade. Ser assertivo não significa dar rédea solta a uma educação ruim ou legitimar-nos a sermos hostis ou a maltratar os outros apenas para alcançar nossos objetivos.

Uma pessoa assertiva é uma pessoa que sabe o que quer e o que não quer. É uma pessoa com capacidade de discernir e decidir e sabe como expressá-lo.

Tal pessoa sabe dizer não sem sofrer e defende sua visão sem discutir. As chaves para essa habilidade são auto-estima e respeito.

Então, por que é tão difícil fazer isso? Muitas vezes, por medo de rejeição, da ira do outro ou, simplesmente, pela incerteza que nos leva a imaginar como responderão.

Como em muitas ocasiões, a raiz desse comportamento é, geralmente, encontrada na infância.

Se nos educaram para sermos “bons”, se nos elogiaram apenas quando “ajudávamos a mamãe”, se temíamos que nossos pais gritassem ou nos batessem, ou se não prestassem a atenção necessária exceto quando agradássemos aos outros, pode ser que tenhamos aprendido a priorizar as necessidades dos outros sobre as nossas mesmas.

As emoções de raiva e medo estão, quase sempre, envolvidas na origem dessa tendência.

A cultura e educação que recebemos tendem a negar a existência da emoção da raiva. A emoção da raiva não digerida esconde-se sob cortesia e polidez.

O primeiro passo para ser assertivo é identificar o que realmente sentimos.

Quando falamos de medo ou raiva, nos deparamos com idéias preconcebidas que impedem seu reconhecimento: qualquer emoção de raiva e continuidade da raiva é considerada o patinho feio das emoções e é, então, varrida sob o tapete da boa educação.

Depois de identificar o que sentimos, torna-se necessário diferenciar a emoção do comportamento. Isso é fundamental desde criança. Limite o comportamento, mas não negue ou censure a emoção.

Neste ponto, algum leitor pode pensar que nada acontece quando priorizamos os outros e que isso parece, até mesmo, uma característica desejável. Mas, especialistas acreditam que agradar compulsivamente aos outros pode até se tornar uma forma de manipulação.

Você já conheceu uma pessoa com reputação de ser generosa e dedicada e foi capaz de provar que quando não consegue o que deseja pode mostrar um rosto completamente desconhecido, agressivo e implacável?

Quando você não estabelece limites, é porque tem medo, fundamentalmente, de ser rejeitado. Se minha tendência é controlar, então não vou colocar limites, vou engolir e engolir, sem mastigar, sem digerir e, eventualmente, isso vai se transformar em uma bola gigantesca.

Mais cedo ou mais tarde vou vomitar ou terei uma diarréia verbal ou comportamental. O medo e as minhas crenças alimentarão meu felino interior e, em vez de se manifestar na forma de um gatinho fofo capaz de estabelecer limites e identificar desejos e necessidades – assertividade – se manifestará como um leão feroz.

Quando fazemos algo que gera desconforto ou repugnância, nosso corpo reage.

Se reprimirmos esse sentimento, isso gerará um humor arrogante, resignação e desapontamento, o que nos afastará do amor e gerará frustração.

Pode, até, gerar um círculo vicioso que aumenta dependências ou atitudes críticas: cinismo e ironia, entre outros. Para evitar isso, os adultos devem se comunicar da mesma forma que as crianças.

Crianças dizem o que sentem sem filtros ou medos convencidos de que é como deve ser. É a educação que lhes damos que os fará agir com filtros e sob o julgamento de medos e conseqüências.

A questão é como começar a estabelecer limites se não temos o hábito de fazê-lo? Primeiramente, é necessário perder o medo de dizer “não”.

Dizer “não” a algo ou a alguém, paradoxalmente, contém um grande poder positivo, porque, ao fazê-lo, estamos dizendo um grande “sim” a nós mesmos.

Se não somos capazes de dizer “não”, o “sim” não têm valor. Se dizemos “sim” a tudo, nos perdemos, acabamos nos desligando de nossas necessidades e nem nos reconhecemos mais.

Também é importante lembrar que nunca somos responsáveis ​​pelas emoções dos outros. O que somos responsáveis ​​é o uso de comunicação assertiva, que deve ser feita usando uma descrição objetiva dos fatos e falando na primeira pessoa.

Que outras possibilidades, que outros tipos de “sim” estão abertos para você quando você é capaz de estabelecer limites e se conectar com o seu próprio desejo?

Talvez mais respeito por si mesmo? Mais tempo para passar com sua família ou para perseguir suas paixões? Mais saúde mental? Mais descanso?

Por outro lado, o risco de não nos respeitarmos pode até influenciar nossa saúde física. Afeta o sistema imunológico, o sistema digestivo, a coagulação do sangue, a temperatura corporal e o sistema geniturinário.

Da medicina oriental, as emoções estão associadas a certas funções dos órgãos. Medo, por exemplo, ao sistema geniturinário e raiva, à vesícula biliar e ao fígado.

Lembre-se: Uma pessoa assertiva sabe dizer não sem sofrer e defende sua visão sem discutir.

Se engolirmos o que não gostamos sem dizê-lo, geraremos resignação, decepção e frustração.

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About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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