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O trabalho é digno, mesmo para crianças? 


A felicidade é o resultado de esforço. A ausência de esforço gera complacência, conformidade e frustração. Essa realidade é mais palpável hoje do que nunca.

As pessoas querem gratificação instantânea e, quando isso não acontece em um piscar de olhos, gera insatisfação.

Tendo em mente que o trabalho árduo é o que produz satisfação e verdadeira felicidade, pode-se argumentar que uma das melhores maneiras de educar as crianças é ensiná-las a importância de trabalhar duro para obter o que é desejado, em vez de dar tudo a elas facilmente e sem qualquer esforço.

Surpreendentemente, ensinar às pessoas o valor do trabalho, esforço e responsabilidade parece ter uma conotação negativa para muitas pessoas que querem ser perpetuamente dependentes tanto mental quanto fisicamente.

Um exemplo disso é a defesa do Presidente Jair Bolsonaro de ensinar as crianças que é através do trabalho duro e do esforço que as pessoas se tornam cidadãos mais produtivos. Como de costume, a mídia tradicional e os chamados grupos de defesa das crianças criticaram Bolsonaro imediatamente pelo que eles acreditam ser uma violação dos direitos das crianças.

“O trabalho dignifica homens e mulheres em qualquer idade”, disse Bolsonaro durante um chat ao vivo no Facebook. Sua declaração causou raiva entre os meios de comunicação que se opõem a ele e a tudo o que ele diz ou faz, não importa quão positivo seja. Eles igualaram sua declaração à promoção de campos de concentração como o de Auschwitz, onde as crianças eram forçadas a trabalhar sob condições terríveis.

A imprensa tradicional, especialmente os noticiários com conotação de esquerda, como o EL PAIS, da Espanha, acreditam que dizer que “o trabalho dignifica homens e mulheres” equivale a promover a exploração infantil.

O presidente não esconde seu desejo de descriminalizar a atual legislação brasileira que não permite o trabalho infantil, mas não tentaria fazê-lo porque, como explicou, seria massacrado por esses mesmos meios de comunicação que o acusam de promover a exploração de crianças.

Bolsonaro explica que: “Quando uma criança de nove ou dez anos de idade trabalha em um lugar com outras pessoas, é chamado de trabalho escravo ou trabalho infantil. Mas quando esta criança está fumando crack na rua, ninguém fala nada. “

No Brasil, onde a população de crianças sofre com a negligência dos pais e parentes, não seria absurdo pensar que mantendo essas crianças ocupadas tentando ganhar a vida de uma maneira decente seria uma opção melhor do que apelar para o roubo ou assassinato para manter o vício do crack. Mas, os meios de comunicação chamam Bolsonaro de extremista porque ele entende que a dignificação de um ser humano, mesmo em idade jovem, quando a criança não tem escolha para ter uma vida melhor, é exaltante.

Os meios de comunicação mentem quando o acusam de desejar que as crianças abandonem a escola para ir trabalhar, o que é uma farsa.

Aos nove e dez anos de idade, o atual presidente foi trabalhar em uma fazenda em São Paulo para colher milho. “Isso não me magoou”, explicou Bolsonaro, sugerindo que não seria uma tragédia para as crianças de hoje se elas pudessem trabalhar.

Hoje, o trabalho infantil, que rouba o tempo do estudo das crianças, é considerado um crime contra os direitos da criança, embora, como diz o presidente brasileiro, ninguém se importe com o fato de milhões de crianças andarem nas ruas como viciados sem nenhuma opção na vida. Com isso, a mídia não se sente ofendida.

A tentativa do presidente Bolsonaro de descriminalizar o trabalho infantil é rotulada como escravidão por escritores como Juan Arias, do jornal EL PAIS.

“Isso me lembrou uma das minhas primeiras entrevistas que fiz aqui no Brasil quando eu era correspondente do EL PAÍS.” Como filho de dois professores primários, uma das minhas preocupações ao chegar a este país foi conhecer a situação do ensino ”, diz Arias.

Segundo Arias, uma das conquistas do país foi democratizar a educação, algo que dificilmente estava disponível para os filhos de pais ricos.

Arias critica que crianças de famílias pobres precisem trabalhar para ajudar os pais a colocarem comida na mesa, o que, talvez, acabe ajudando-as a ir para a escola.

Parece que Arias vive em um mundo paralelo. Por muitos motivos, o sistema educacional ocidental é tão explorador quanto os campos de concentração nazistas. As escolas de hoje não apenas roubam crianças de sua infância, mas, também, roubam seu intelecto, pensamento crítico, criatividade e raciocínio.

Você só precisa ver os resultados dos exames em países desenvolvidos, onde a maioria das crianças e jovens não sabe como ler nem escrever corretamente. O mesmo acontece em países como o Brasil. Por exemplo, é comum um estrangeiro falar português melhor do que os próprios brasileiros, mesmo quando esses brasileiros tiveram acesso à educação, seja ela pública ou privada.

Outro resultado do sistema educacional no Brasil é a completa dependência de milhões de pessoas, incluindo crianças, em programas do Governo. Milhões de pessoas ficam sentadas esperando por ajudas do Governo como o Bolsa Família, o Vale Transporte, a Cesta Básica e outros. Suponho que Arias acredite que ser completamente dependente do governo é mais dignificante do que ser auto-suficiente.

No Brasil, a maioria das crianças e jovens que ingressam nas escolas não se formam e, se o fazem, os resultados mostram grande deficiência em português e matemática.

Mesmo quando as crianças se formam, elas mostram uma ignorância com a realidade de seu país e do mundo e estão longe de serem empreendedores ou pessoas produtivas. Certamente a ignorância e a servidão ao governo são mais dignas para Arias e outros que criticam ter que trabalhar duro para se vencer na vida.

No Brasil, a complacência gera complacência e o conformismo gera conformismo. Há mães que engravidam 5 vezes para receberem ajuda governamental equivalente a cinco salários mínimos, uma quantia em dinheiro que somente alguém com grau universitário poderia ganhar; isto se você encontrar trabalho que pague tal quantia.

Para Arias, não ter acesso à educação promovida pelo Estado é sinal de analfabetismo. Ele, provavelmente, não reconhece que os programas escolares transformam as pessoas em analfabetas intelectuais e tecnológicos depois de passarem de 12 a 16 anos no sistema educacional e que, ao concluírem seus estudos, são tão obsoletos para o mercado de trabalho quanto um navio movido a carvão.

O Presidente Bolsonaro nunca defendeu o trabalho infantil em detrimento do estudo e do conhecimento. Esse homem foi inventado pela imprensa tablóide e pelos malucos esquerdistas que escrevem para tal.

No século XXI, é preferível que uma criança trabalhe para ajudar seus pais analfabetos a darem a ela um futuro melhor do que acabar nas ruas pedindo ou roubando para manter o vício do crack.

O constrangimento não é dizer que o trabalho é digno, especialmente em um país pobre como o Brasil onde milhões vivem em extrema miséria – embora Arias acredite ser um país rico e moderno – e, sim, dizer que ensinar o valor do trabalho a um ser humano é um crime.

Mas, é assim que os esquerdistas pensam, como Arias pensa. Eles rastreiam seu ódio por si mesmos e refletem em seu ódio pelos outros.

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About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

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