Embora as vacinas sejam incapazes de proteger contra novas cepas, a imunidade celular reduz os efeitos de novas infecções.

As células imunológicas de pessoas que adquiriram COVID são tão potentes contra novas variantes do coronavírus quanto contra variantes mais antigas. Essa é a conclusão de um estudo do Instituto La Jolla de Imunologia e da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA).

Essas células imunológicas, ao contrário dos anticorpos, não impedem que uma pessoa contraia a infecção novamente. No entanto, se adquirirem uma nova cepa, as células imunológicas ajudam a eliminar rapidamente o vírus e a prevenir infecções graves.

“Esses dados fornecem notícias positivas devido às preocupações sobre o impacto das novas variantes”, concluem os autores da pesquisa em um artigo científico apresentado como pré-publicação no servidor bioRxiv.

Os pesquisadores analisaram a atividade das células imunes CD4 + e CD8 + contra quatro variantes do vírus SARS-CoV-2: a britânica, a sul-africana, a californiana e a brasileira de Manaus.

As células CD8 + são responsáveis ​​pela destruição das células infectadas enquanto as células  CD4 + auxiliam na resposta imunológica.

Os resultados mostram que, em pessoas que foram expostas a variantes anteriores do coronavírus, “as respostas das células imunológicas são fundamentais para lidar com os efeitos dessas variantes”, concluem os pesquisadores.

Os resultados vêm na mesma semana em que outro estudo alertou que a variante de Manaus pode ser capaz de evitar anticorpos neutralizantes produzidos pelas vacinas.

Essa descoberta significaria que a inoculação com vacinas não alcançaria a tão esperada imunidade de rebanho como as autoridades de saúde propuseram. É exatamente essa ideia de que as vacinas podem produzir imunidade de rebanho que os governos estão promovendo as vacinas COVID para a população.

De acordo com este estudo, os anticorpos neutralizantes são reduzidos a um sexto após a primeira infecção e entre 25 e 61 por cento das pessoas que tiveram COVID são suscetíveis a reinfecção com a variante P.1.

Além disso, a variante sul-africana mostrou a capacidade de mascarar, parcialmente, os anticorpos neutralizantes adquiridos contra variantes anteriores.

A variante P.1 já foi encontrada em, pelo menos, 19 países. A sul-africana, em mais de 40 países. Se essas variantes se propagarem ainda mais poderiam comprometer o proposto “passaporte de vacinação” que está sendo desenvolvido e que será imposto como condição para trabalhar e viajar.

Como este estudo mostra, as pessoas que foram vacinadas podem ser reinfectadas com essas variantes tornando as vacinas inúteis.

A única imunidade que parece fornecer proteção contra todas as variantes do COVID é aquela que as pessoas adquirem após serem expostas ao COVID. É por isso que é mais importante do que nunca entender que os lockdowns são ferramentas ineficientes para acabar com a pandemia.

O confinamento não apenas não ajuda a impedir a disseminação da infecção mas, também, falha em criar imunidade de rebanho natural, o único protetor verdadeiro contra novas variantes.

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