Primeiro Facebook, depois Google, Apple e Amazon. Agora, a Microsoft admitiu que escuta, ativamente, a conversa privada das pessoas via Skype.

O que todas essas empresas têm em comum é que elas mentem para seus usuários e só admitem espionar as pessoas se há provas irrefutáveis ​​de que o fazem.

Como informamos na semana passada, Apple usa Siri para ouvir seus áudios. Amazon usa Alexa para fazer o mesmo e Google, além de espionar os usuários, censura, ativamente, conteúdo que não atende à sua ideologia política.

Agora é a vez da gigante de software norte-americana Microsoft. A empresa juntou-se ao resto das grandes gigantes da tecnologia e admitiu que “escuta” gravações de algumas das conversas que os usuários têm com a assistente pessoal Cortana ou com o serviço de comunicação do Skype.

A Microsoft não emitiu uma declaração oficial ou abordou diretamente a questão, mas, apenas atualizou sua política de privacidade on-line para acrescentar que, para melhorar o serviço, parte de algumas conversas é ouvida por humanos ou máquinas.

No caso do Skype, a Microsoft, supostamente, só escuta gravações de voz de usuários da Internet quando estes interagem com o serviço de tradução da plataforma, enquanto com a Cortana, estão limitados a interações entre o usuário e a assistente de voz.

A lógica por trás dessa prática é que, apesar dos avanços na inteligência artificial, a tecnologia na qual ambos os serviços são baseados, a intervenção humana ainda é necessária ao longo do tempo para encontrar possíveis falhas e contribuir para a melhoria da qualidade.

A inteligência artificial é baseada em sistemas automatizados de aprendizado em que a máquina “aprende” a processar informações e “pensar” como um humano, mas, para isto, precisa de exemplos que sirvam como uma amostra para que padrões possam ser desenvolvidos que permitem criar um modelo lógico.

De fato, se um erro cometido por um sistema de inteligência artificial não for detectado por longo tempo, o aprendizado automatizado poderia fazer com que a máquina assumisse esse erro como algo correto e baseasse decisões futuras em tal erro, o que pioraria, ainda mais, sua operação.

Todos escutam conversas

Desde o início de julho, quando a imprensa belga publicou que pessoas contratadas pelo Google estavam ouvindo algumas das interações que os usuários têm com o assistente virtual da empresa, há vários gigantes da tecnologia que admitiram realizar práticas semelhantes.

As revelações da Microsoft agora são adicionadas às do Google, Amazon, Apple e Facebook. Tais práticas foram realizadas desde o momento em que esses serviços foram colocados em operação e são conhecidas dentro do setor, mas as empresas não comunicaram de forma precisa ou transparente ao público.

Os Gigantes da Tecnologia reagiram de forma diferente: enquanto Google e Apple anunciaram que vão suspender o programa para uma melhor análise, Microsoft optou por continuar com suas atividades normalmente, mas deixa claro na política de uso que está realizando tal experimento.

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