Isso abriria a possibilidade de desenvolvimento de testes para detectar a doença antes que se espalhe

The Real Agenda
9 Fevereiro, 2011

A julgar pela pesquisa, os autores desse estudo indicaram que existem compostos químicos para tipos específicos de câncer que circulam no corpo humano e um cão pode cheirar.

Foto: Agencia EFE

 

Isso abriria, segundo uma equipe de peritos do Departamento de Cirurgia da Universidade de Kyushu, no Japão, a possibilidade de desenvolver testes para detectar a doença antes que se possa propagar a outras partes do corpo.

Para chegar a estas conclusões, eles conduziram uma experiência com um labrador especialmente treinado, e fez há alguns meses, testes que incluiu teste no ar expirado e amostras de fezes de participantes.

As amostras pertenciam a 48 pessoas diagnosticadas com câncer de intestino e 258 voluntários sem a doença ou que já tiveram câncer no passado.

Cerca da metade das amostras de voluntários vieram de pessoas com pólipos intestinais, que apesar de ser benignos, são considerados precursores do câncer de intestino.

Seis por cento (6%) dos testes e 10 amostras de fezes do grupo veio de pessoas que vivem com outros problemas intestinais como a doença inflamatória intestinal, úlceras, diverticulite e apendicite.

As de câncer do intestino foram obtidas de pacientes que sofrem de diversos níveis da doença, que incluiu as fases iniciais.

Os cães identificaram com sucesso quais eram cancerígenos e quais não, em 33 de 36 teste de respiração, com uréia em 37 de 38 exame de fezes, com os maiores índices de seleção entre as tomadas de pessoas com a doença em seus estágios iniciais .

Isso equivale, de acordo com o estudo, 95% de exatidão, em geral, para as amostras de ar e 98% para as fezes, em comparação com os resultados da colonoscopia convencional.

Os peritos observaram que, no caso de amostras de fumantes ou pessoas com outros problemas, em que se poderia pensar que esses fatores interferem com outros odores, não causaram nenhúm problema para o cão.

O estudo mostrou que existem odores perceptíveis específicos decorrentes das células cancerígenas que circulam no corpo, uma teoria apoiada por outras pesquisas que indicam que os cães podem farejar o câncer de bexiga, pele, pulmão, mama e ovário.

Os autores admitem que usar cães para detectar o câncer é, provavelmente, pouco prático e caro, mas acrescentaram que a partir desta constatação poderiam desenvolver um sensor para detectar os componentes específicos.

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