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CIA usa Redes Sociais para Publicar Propaganda 


RT
Adaptação Luis R. Miranda
Abril 18, 2011

Wayne Madsen tem escrito sobre as agências de inteligência dos Estados Unidos durante décadas. Ele foi um oficial da Marinha desse país e depois tornou-se jornalista investigativo.

No passado, ele tem escrito sobre o programa carnívoro do FBI para monitorar a Internet, mas agora diz que o governo não somente está realizando espionagem do que fazemos online, mas também está usando a web para nos dizer como.

O uso de meios de propaganda e operações psicológicas não é novidade para a CIA, disse Madsen. Ele cita a década de 1960, com a estação de rádio pirata Swan, como um exemplo de tentativas do governo dos EUA de influenciar “discretamente” ao público há mais de 50 anos, transmitindo mensagens a favor da invasão da Baía dos Porcos. Agora, diz Madsen, o governo está usando o Twitter e o Facebook para comunicar suas mensagens, mas não está claro ainda a maneira como eles estão fazendo isso.

O que está acontecendo hoje, diz Madsen, é apenas o exemplo mais recente de operações psicológicas perpetradas pelo governo de influenciar o público. Madsen confirma que as mensagens online identificadas como de grupos de oposição a governos estrangeiros, são, na verdade, frentes norteamericanas na Líbia e os seus vizinhos, por exemplo, embora eles querem que o público pense que são membros dos grupos que lutam pela paz e a democracia.

“Acho que os EUA está provavelmente por trás das mensagens do Twitter. Nós não sabemos se eles vêm da Líbia “, diz ele. Madsen sugere até mesmo que as mensagens de microblog poderiam facilmente ser escritas em bases militares nos EUA ou por funcionários de origem líbia, que não foram presos pelo governo líbio nem detectados pelos grupos rebeldes.

Madsen observa que a disponibilidade de Internet na Líbia é de apenas cinco por cento. Faria sentido, então, que os tweets, blogs e atualizações sobre o drama da África do Norte estejam sendo orquestradas pelo governo dos EUA como um meio para fazer com que sua mensagem seja ouvida, mesmo sendo feita por meios sub-reptícios.

Embora essas ações podem comprometer a ética da CIA, a organização tem sido esperta antes com o uso da web. As histórias de historias plantadas em jornais estrangeiros, que são então recolhidos no estrangeiro e de lá, indiretamente, reeditado pela mídia dos EUA, são so alguns exemplos de como a CIA trabalha diligentemente para influenciar a opinião pública.

Madsen também se refere às relações entre o governo dos EUA e empresas de tecnologia de comunicação gigantes como AT&T e Google (fundada pelo Pentágono), como um fato bem conhecido para os que investigam as ações que governos e corporações realizam em conjunto.

Independentemente de saber se a CIA lança secretamente estes tweets, Madsen diz que a participação dos EUA e de NATO na Líbia fez com que a crise lá ficasse pior e, portanto, este é um programa de propaganda que falhou miseravelmente.

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About the author: Luis Miranda

Luis R. Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 19 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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