Pessoas com diabetes tipo 2 correm o dobro do risco de desenvolver problemas cardíacos.

Pessoas com diabetes tipo 2 enfrentam muitos desafios para manter sua qualidade de vida. Conhecer bem a doença, ter consciência dos seus riscos, levar um estilo de vida saudável ​​e não baixar a guarda no acompanhamento da sua patologia são alguns dos desafios que os doentes enfrentam.

Além disso, os números mundiais exigem atenção a esta patologia, já que 1 em 11 adultos sofre de diabetes e em 2040, tudo indica que será 1 em 10, conforme indica a Federação Internacional de Diabetes ( FID ).

Com esses números de referência, o diabetes tipo 2 era considerado, até a chegada do COVID-19, como a pandemia do século XXI. A este cenário deve-se agregar outro aspecto particularmente relevante: a relação entre diabetes tipo 2 e o risco cardiovascular.

Embora a preocupação dos pacientes com diabetes tipo 2 em desenvolver um evento cardiovascular tenha aumentado em 10% em relação a 2016, apenas 2 em cada 10 pessoas afirmam conhecer a relação entre as duas patologias de acordo com a Pesquisa de Crenças e Atitudes sobre Diabetes realizada pela Boehringer Ingelheim e Lilly Diabetes Alliance, uma entidade que promove a conscientização sobre diabetes e complicações cardiovasculares.

Pessoas com diabetes têm duas vezes mais chances de desenvolver problemas cardíacos do que pessoas que não possuem a doença, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet em 2010.

Entre 50 e 80% das pessoas com diabetes tipo 2 morrem de complicações cardiovasculares, tais como o infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Apesar disso, o desconhecimento sobre a relação entre as duas patologias é amplamente generalizado.

A isso, deve-se acrescentar o fato de que metade das pessoas com diabetes tipo 2 não sabe que possuem a doença, conforme aponta o FDI. Podemos estar falando sobre a expectativa de vida de uma pessoa de 50 anos com diabetes tipo 2 sendo reduzida em aproximadamente cinco ou seis anos.

Os motivos para uma pessoa não saber se tem diabetes ou não se devem a dois aspectos: Um é a demora no diagnóstico da doença, ou seja, ela não é tratada e, nesse tempo, está afetando negativamente o organismo.

A outra razão é que mais de 50% dos pacientes não mantêm a diabetes e seus principais fatores de risco, tais como hipertensão e dislipidemia, sob controle para prevenir complicações cardiovasculares.

Os especialistas consideram fundamental que os pacientes mantenham o controle médico adequado da diabetes tipo 2 para evitar o desenvolvimento de complicações cardiovasculares uma vez que essas são a principal causa de morte nesse grupo.

 

Um bom prognóstico depende, em grande parte, do controle da doença, enquanto a falta de autocuidado, ao contrário, está associada a um maior risco de invalidez, diminuição da qualidade de vida e maior mortalidade, conforme indicado por profissionais médicos.

 

Os próprios pacientes têm muito que fazer. Nesse sentido, a dieta alimentar e a prática de exercícios físicos auxiliam no controle do DM2 e, assim, previnem o aparecimento de problemas cardíacos.

 

Portanto, os profissionais de saúde buscam alertar a população sobre os problemas cardiovasculares associados ao diabetes tipo 2 e a conscientizar sobre como um estilo de vida saudável pode limitar os efeitos nocivos da doença.

 

Os três pilares que os especialistas apontam ao tentar prevenir e controlar a doença – alimentação saudável, exercícios físicos e adesão ao tratamento – devem ser somados à educação em diabetes.

 

É necessário tomar medidas para evitar que as pessoas desenvolvam diabetes tipo 2 e quem desenvolve a doença deve saber o que está enfrentando desde o início do diagnóstico.

 

Embora o risco de contágio pelo coronavírus não seja maior em pessoas com diabetes, as complicações derivadas da infecção podem ser mais graves do que no restante da população, destacam os especialistas. Devemos tentar aumentar a conscientização para evitar que esses pacientes sejam infectados.

 

O fato de os diabéticos serem pacientes com alto risco de complicações nos obriga a ser muito exigentes, não só com as medidas para evitar os contágios, mas, também, para manter a doença estabilizada.

 

Os pacientes idosos, na atualidade, estão muito sensibilizados sobre o risco da COVID-19. Devemos aproveitar esse cenário para envolvê-los no que diz respeito aos problemas do diabetes.

 

Os profissionais de saúde enfatizam o aproveitamento da situação atual para insistir no maior controle da diabetes, na educação social, nos hábitos saudáveis ​​e na importância da recuperação das consultas médicas e exames agendados não realizados durante o período de internação, seja online ou presencial quando a situação exigir.

 

Os especialistas envolvidos no tratamento de pacientes com doenças crônicas devem estar cientes dos riscos e da importância do monitoramento de sua doença.

 

Responsabilidade e autocuidado por parte do paciente são essenciais. Porque receber o apoio necessário das pessoas é decisivo, o acompanhamento após a detecção é uma prática essencial. Esse é um aspecto que se tornou mais importante ao longo dos anos.

 

A última Pesquisa de Crenças e Atitudes sobre o Diabetes destaca o papel crescente da família e dos amigos no controle da doença. Uma tendência que está de acordo com as recomendações médicas, uma vez que o tratamento da diabetes exige um esforço adicional no dia a dia do paciente crônico. Assim, o conhecimento de familiares e amigos sobre a doença representa um importante avanço em sua qualidade de vida.

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