Se você acha que as previsões do tempo são ruins, espere para ver o que a freqüência 5G fará com elas

Faz nove anos que muitos acadêmicos e cientistas vêm alertando que as frequências usadas por alguns países para a rede 5G interferirão nas medições feitas pelos satélites meteorológicos.

As sondas são incapazes de distinguir as moléculas de vapor de água na faixa de antenas de 5G que emitem na freqüência de 23.800 Mhz. Sem essa medição chave, não sabemos exatamente o que acontecerá com a exatidão.

Múltiplos satélites medem a presença de água através de uma radiação de luz que suas moléculas emitem quando flutuam na atmosfera.

Emissões de antenas de 5G nesta banda podem imitar o efeito da água ou umidade, o que resultará em dados enganosos que alimentam as leituras dos satélites.

Como se isso não bastasse, os cientistas não sabem, exatamente, qual distorção a radiação 5G pode criar, portanto, as irregularidades que irão criar são relativamente desconhecidas.

Apesar destes avisos, os Estados Unidos mantiveram a autorização para as antenas 5G continuarem operando na mesma banda que o satélite meteorológico.

A radiação 5G não afetará apenas as medições em território norte-americano, uma vez que as condições atmosféricas da região acabam influenciando outras áreas vizinhas poucos dias depois.

Se os meteorologistas não sabem com certeza quais são as condições na Costa Leste dos Estados Unidos, não podem criar modelos confiáveis ​​para as chuvas na Europa até que sejam iminentes.

A Organização Meteorológica Mundial solicita que essas emissões eletromagnéticas sejam limitadas a -55 dBw, ou decibéis de watt.

Uma maneira de medir o “ruído” das emissões

A Comissão Europeia definiu o limite de emissões de radiação para 20 vezes mais suave, elevando-o para -42 dBw, mas os EUA marcaram o limite em -20 dBw, 150 vezes mais alto.

Os 23.800 Mhz, ou 23.8 Ghz, não são a única frequência controversa na qual as antenas 5G poderão operar internacionalmente.

Cada país decide qual parte do espectro usa e isso significa que podem interferir nas medições moleculares de outros satélites em órbita.

Na radiação de 50.200 a 50.400 Mhz, pode causar medições de temperatura errôneas, enquanto que no limite de 86.000 Mhz pode atrapalhar a medida de gelo na atmosfera.

Não está tudo perdido. Embora as primeiras partes deste espectro já tenham sido concedidas a algumas transportadoras norte-americanas pela Federal Trade Commission (FTC), tanto a NASA quanto a NOAA ( Administração Nacional Oceânica e Atmosférica ) estão em meio a uma batalha burocrática contra a FTC para aceitar medidas de proteção para essas bandas.


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