[otw_shortcode_dropcap label=”G” font=”Prata” background_color_class=”otw-no-background” size=”large” border_color_class=”otw-no-border-color”][/otw_shortcode_dropcap]eração do Milênio, Geração Z, qual a diferença?

Você pode diferenciar esses dois rótulos ou as pessoas que estão incluídas em um desses grupos?

Aparentemente, a Geração Z é como os millenials, mas pior.

Por quê? Porque eles são mais afetados por smartphones e por tendências do que as gerações anteriores.

Embora uma de suas características positivas pareça ser sua tolerância aumentada, isso também os torna suscetíveis a falsos paradoxos, como “inclusividade”.

Os iGens, como também são chamados, não sabem muito sobre nada – apesar de terem sempre seus smartphones.

Além disso, eles, muitas vezes, não têm uma personalidade própria, o que os transforma em bombas-relógio estressadas que se sentem inadequados, dada a constante busca por um molde existente no qual possam se encaixar.

A maioria deles tem celular desde os 11 anos de idade e utiliza as redes sociais já na adolescência: eles estão sempre conversando, mesmo que não falem uma só palavra.

De acordo com um estudo da Ipsos no Reino Unido, esses adolescentes dedicam 22 horas por semana para “se comunicarem”.

O outro aspecto que define a nova geração é a recessão econômica. Se para a geração do milênio a crise foi uma surpresa, para os iGens foi o que moldou suas vidas.

É possível que essa experiência da crise possa torná-los mais responsáveis, explica o Professor Jean Twenge em seu livro iGen.

Os IGens são mais propensos a ficarem perto de suas famílias.

Uma explicação para a preferência doméstica pode ser financeira e o desejo de independência é menos relevante.

Outra das características menos divulgadas dos pós-milênios é que eles são menos rebeldes, mais obedientes e isso não é nada bom.

Quando olhamos para as estatísticas, o que vemos é que os adolescentes brigam menos, se comprometem menos, fumam menos e bebem menos. Em outras palavras, eles, talvez por força, “amadurecem” apesar de sua tenra idade.

Desde 2010, o consumo de álcool tem diminuído. Os jovens se embebedam menos e tais episódios são mais raros. Isso pode estar associado a uma clara falta de dinheiro para gastar em festas, por exemplo.

Adolescentes saem menos à noite. Apenas 25% o fazem todo fim de semana, enquanto em 1999 a taxa era de 64%, segundo dados da SM Foundation.

Esses jovens retornam mais cedo para casa do que as gerações anteriores à idade deles. Aparentemente, os chamados smartphones têm muito a ver com isso. É menos imperativo gastar tempo na rua quando você pode contatar seus amigos de dentro do seu quarto.

Entre os adolescentes americanos, observou-se que os sintomas de estresse, depressão e ansiedade aumentaram.

As taxas de sintomatologia depressiva e ideação suicida são maiores do que há alguns anos, de acordo com um estudo da Universidade Miguel Hernández.

Determinar as causas desses problemas emocionais gerou um enorme debate. Alguns especialistas suspeitam e apontam para telas e redes sociais.

Uma revisão da literatura por parte da Unicef ​​concluiu que o abuso de dispositivos digitais pode ter um impacto negativo, mas se o usuário pode moderar o tempo online, o resultado pode ser positivo.

Além disso, há o rastro da crise econômica, que pode ser outra fonte de problemas. É possível que os jovens se sintam mais estressados ​​por obrigações acadêmicas, que a incerteza do futuro os preocupe ou que a tensão que presenciam em seus lares esteja refletindo sobre eles.

Os adolescentes sofrem mais estresse do que as crianças que moram em lares onde o emprego é escasso, especialmente em lares onde o pai e a mãe estão desempregados ou quando a mãe trabalha e o pai não.

O comportamento dos pós-milênios tem um ponto paradoxal: se eles se sentem examinados na escola ou no Instagram, isso os torna mais inseguros.

Dados sobre orientação sexual mostram que 60% dos jovens britânicos de 15 e 16 anos acreditam que a sexualidade é uma escala. Eles não têm uma concepção tão categórica e firme de sua orientação sexual.

Os efeitos da cultura de uma sociedade multirracial e da diversidade sexual não são uma reserva exclusiva dos pós-milênios.

O Ocidente vive um momento feminista que denuncia e se rebela contra o chamado “poder patriarcal”.

A internet, novamente, poderia estar ampliando essa tendência entre os adolescentes. Não é mais fácil ser quem você é hoje sem se sentir marginalizado, especialmente em grupos minoritários.

É absurdo pensar que a nossa data de nascimento nos defina mais fortemente do que a classe social ou o lugar onde nascemos; ou acreditar que uma caricatura geracional descreve milhões de pessoas como se fossem um exército de clones.

No entanto, estudar gerações é útil, porque é uma boa maneira de ver o futuro. Se você entende os adolescentes, mesmo minimamente, você pode começar a fazer algumas previsões.

 

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