As taxas de natalidade são um dos aspectos mais significativos do progresso humano. Como frequentemente apontamos, a humanidade está à beira da extinção mas não por causa da mudança climática ou de qualquer outra fantasia de fim de mundo da esquerda.

A verdade é que a única ameaça real à existência humana são as baixas taxas de natalidade registradas em todo o mundo. Explicamos as causas dessas baixas taxas de natalidade repetidas vezes, portanto, essas causas não são o assunto deste artigo.

Um aspecto que foi amplamente esquecido durante esse ano de pandemia é como o confinamento e todas as outras restrições afetaram, negativamente, as taxas de natalidade. Em outras palavras, como o COVID se tornou uma ferramenta ou arma perfeita para reduzir, ainda mais, as taxas de natalidade.

Tenho certeza que você leu sobre como os globalistas pretendem reduzir significativamente a população para “salvar o planeta Terra”. Nas últimas décadas, os globalistas entenderam que é mais eficaz diminuir a população por meio de métodos secretos e furtivos do que os métodos visíveis, tais como as guerras.

Alcançar taxas de natalidade ainda mais baixas do que as que o planeta experimentava antes é um esforço elogiado por muitas das pessoas mais ricas do planeta. Bill Gates é um deles, mas não o único. Ele é, simplesmente, a face do poderoso movimento que visa diminuir a população mundial em 95% ou mais.

Taxa de natalidade despenca devido ao lockdown

Vamos dar uma olhada no que aconteceu no ano passado desde que medidas de lockdown foram impostas em todo o planeta.

Na Espanha, por exemplo, em apenas um mês, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, os nascimentos registrados caíram 23%. Os mesmos números foram registrados em outros países.

A pandemia despencou a taxa de natalidade. Isso é fato. Infelizmente, esta informação não está finalizada. Ou seja, uma vez feita a última atualização, pode ser ainda pior. Esses números constituem o primeiro indicador dos efeitos que os lockdowns, promulgados em março e abril de 2020, tiveram sobre o índice de crianças nascidas em dezembro e janeiro.

Naqueles meses, na Espanha, foram registrados 45.054 nascimentos, segundo informações de 3.929 registros civis informatizados, o que corresponde a 93% da população.

No caso da Espanha, o declínio afundará a fertilidade em um país que sofre declínios há anos. Pessoas têm cada vez menos filhos e os têm mais tarde. E agora, com a incerteza em que o vírus mergulhou a sociedade, a situação deve se agravar. Quanto? Quando? Ninguém se atreve a prever, mas arriscam que não será uma crise de alguns meses.

Isso é uma coincidência? Uma vil coincidência? O que o confinamento tem a ver com o declínio dos nascimentos? Como o colapso em nascimentos pode ser associado aos lockdowns de COVID?

Não é por acaso, levando em conta que as autoridades aprovaram muito conscientemente e impuseram violentamente o confinamento às populações – e ainda o fazem – embora seja claro que confinar as pessoas para reduzir o índice de infecções por COVID ou eliminar a infecção em massa simplesmente não funciona. Na verdade, se funcionasse, não estaríamos confinados agora, não é mesmo?

As coisas não iam nada bem na Espanha antes do COVID e só pioraram. Segundo números oficiais dos principais centros médicos do país, os 360.617 partos em 2019 foram o menor número de toda a história do país desde que o Instituto Nacional de Estatística iniciou o registro de nascimentos em 1941.

Esses números são explicados porque, agora, há menos gerações de mulheres em idade fértil e porque o momento de ter o primeiro filho está, gradualmente, se atrasando. Mas a isso, devemos, agora, adicionar as consequências sociais e psicológicas da plandemia.

Os principais hospitais do país viram 10% menos novas gestações em 2020 e os partos diminuíram na mesma taxa durante janeiro e fevereiro de 2021. De acordo com o jornal EL PAIS, o Hospital La Paz em Madri teve 14% menos consultas nos três primeiros meses de gravidez.

Há centros de assistência médica que não percebem uma mudança nessa tendência porque a queda na taxa de natalidade já havia sido registrada. É o caso do Hospital Miguel Servet, onde se verifica um decréscimo de 5% ano a ano, o que se observava anteriormente. O Hospital Virgen del Rocío estima uma redução de 40% nos partos em 12 anos.

Os globalistas não estudaram esse impacto sobre o número de recém-nascidos antes de ordenar que seus governos ao redor do mundo impusessem o confinamento à força?

Os dados confirmam que se soma um novo fenômeno à queda progressiva da natalidade. Na Espanha, apenas em janeiro passado, primeiro mês completo em que as consequências do confinamento podem ser avaliadas, 6.889 menos bebês foram registrados no registro civil comparacom o mesmo mês em 2020.

A diferença é notável porque foram cadastradas 511 menos crianças em janeiro de 2020 do que naquele mesmo mês em 2019. Se a queda de 2019 para 2020 fosse de 1,7%, chegaríamos a 23%.

Os dados estão de acordo com o que esperávamos e o que estamos vendo em outros países. Em dezembro, a redução da taxa de natalidade na Itália foi de 21,6%. Em janeiro, os nascimentos na França caíram 13%. Em alguns estados dos Estados Unidos, como a Flórida, Califórnia ou Havaí, os números caíram entre 5 e 20%.

Março Negro e Abril Negro

Março e abril foram os meses mais negros da plandemia. A primeira vez que os cidadãos receberam ordens de se trancar em casa. Naqueles dias, as ruas estavam vazias e os mortos chegavam às centenas.

Praticamente tudo parou.

Em um mês e meio, milhões de empregos foram destruídos, enquanto a ideia de uma “vacina salva-vidas” já estava sendo vendida. Como vimos, as vacinas não são eficazes, nem seguras e nem acessíveis.

A vida normal desapareceu e, em meio a dificuldades financeiras, dúvidas sobre o futuro ou problemas de saúde fizeram com que muitos decidissem adiar a decisão de constituir família.

O declínio afetará, fortemente, aqueles concebidos em março, abril e maio, os meses mais difíceis do confinamento. Esperava-se que, depois que o estado de alarme diminuísse, mais crianças fossem concebidas. Mas, quando a suposta segunda onda chegou, houve outro atraso e assim por diante com a chamada terceira onda. Não é aconselhável extrapolar os dados dos dois meses de confinamento para o restante do ano, mas a queda deve ser forte.

A “natureza” sempre sabe o que é melhor

Perguntando a amigos, familiares e desconhecidos, é comum ouvir que o vírus é uma reação do planeta à superpopulação. Muitos se atrevem a aplaudir a redução da população, pois, segundo eles, “estamos superpovoados”.

Em termos de declínio da fertilidade, os efeitos da plandemia não são comparáveis ​​aos efeitos das guerras, a ferramenta de erradicação anteriormente preferida pelos globalistas.

A transferência de homens para a linha de frente, a morte e a subsequente miséria quebraram a taxa de fertilidade em todas as guerras, mas aquelas gerações tiveram outra oportunidade de ter filhos já que a idade de se formar uma família era uma idade muito jovem.

Mesmo depois da pandemia de gripe espanhola de 1918, a recuperação foi relativamente rápida: a contracepção não era comum e as práticas sexuais não estavam relacionadas à reprodução.

Também nisso os globalistas foram muito bem-sucedidos. Eles fizeram lavagem cerebral em milhões, fazendo-os acreditar que o acesso a preservativos e pílulas faz parte do que chamam de “saúde reprodutiva”. Têm obtido tanto sucesso que as mulheres se sentem empoderadas porque “podem decidir quando e como ter filhos”, numa espécie de exercício de libertação feminina.

Ao contrário do que aconteceu após as guerras, desta vez, não se espera uma recuperação na taxa de natalidade. Além da crise epidêmica, já temos uma crise econômica e vimos os efeitos da suposta crise de 2008, que fez com que a taxa de natalidade caísse continuamente.

Agora estamos entrando em um ano de hiato e teremos os níveis de fertilidade mais baixos de todos os tempos.

Ainda estamos imersos nas brasas dessa crise econômica e isso significa que o problema não é só que há poucos filhos, mas a diferença com o desejo de ser mãe: a maioria da população gostaria de ter dois filhos.

O panorama deixado pela COVID complica a situação. A questão é que, por exemplo, em um país onde a idade média das mães pela primeira vez é de 32 anos, se a plandemia atrasar a decisão por mais dois anos, a fecundidade será mais complicada e a opção de ter um segundo filho será difícil.

É provável que existam famílias que não terão o segundo filho e que os casais decidam permanecer sem filhos.

Tudo isso não aconteceu por sorte ou qualquer outra coisa ilógica, como pintam alguns “especialistas”. COVID serviu a muitos propósitos, todos eles negativos para a humanidade. O fosso entre ricos e pobres aumentou, a pobreza como tal aumentou exponencialmente devido à falta de acesso ao trabalho e compensação adequada para aqueles que estão empregados; e, claro, aqueles que não têm emprego ou boa saúde nunca questionariam se querem ou devem procriar. Foi tudo muito bem calculado.

O maior fator é a incerteza do emprego. Mesmo que não perca o emprego, tem medo de perdê-lo e decide esperar, pois o desemprego e o emprego temporário deverão aumentar. Mas a geração de jovens adultos apanhada pela crise de 2008 já atrasou transições vitais, tais como a emancipação e o início de uma família. Ainda não voltamos daquela crise e, agora, estamos sofrendo de outra.

A plandemia gera, por um lado, uma sensação de alerta constante e, por outro, incerteza. Mas, os humanos tomam decisões de acordo com o nível de certeza, não com a incerteza. Essa incerteza que nos invade há um ano também está relacionada ao bem-estar que se deseja para os filhos: Se eu entendo que a pandemia pode afetar a educação e o desenvolvimento, posso decidir adiar ter um ou dois filhos.

Tudo indica que em 2022, quando nascerem os bebes concebidos em 2021, as coisas serão ainda piores. A crise econômica terá limitado, ainda mais, a capacidade de emancipação dos jovens, razão pela qual não se espera uma recuperação significativa da fecundidade. As previsões não são boas para o futuro próximo.

Há uma crise de natalidade e isso significa que a humanidade está trilhando o caminho para a extinção geral da população.

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