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Os Quatro Cavaleiros do Sistema Bancário Mundial 


Se tiver dificuldade em entender o que é a Nova Ordem Mundial -é realmente o antigo ordem mundial-, e quem o compõe, este é o artigo de esclarecimento.

Por Dean Henderson
Tradução de Luis R. Miranda
27 maio 2011

Se você quer saber onde está o centro de poder real no mundo, siga o dinheiro – cui bono. Segundo a revista Global Finance, a partir de 2010 os bancos mais poderosos estão nas fortalezas de Rothschild no Reino Unido e França.

Eles são o francês BNP (US $ 3 trilhões em ativos), Royal Bank of Scotland (US $ 2,7 trilhões em ativos), o HSBC Holdings baseado no Reino Unido (US $ 2,4 trilhão em ativos ), Credit Agricole França (US $ 2,2 trilhões de dólares em ativos) e o britânico Barclays (US $ 2,2 trilhões em ativos).

Em EUA, uma combinação de desregulação e mania por fusões bancárias deixou quatro mega-bancos como a cabeça do sistema financeiro. Segundo a Global Finance, a partir de 2010 estão o Bank of America (US $ 2,2 trilhões de dólares), JP Morgan Chase (US $ 2 trilhões de dólares), Citigroup (US $ 1,9 trilhão) e Wells Fargo (US $ 1,25 trilhões). Chamei estes os Quatro Cavaleiros do Setor Bancário dos EUA. A consolidação do poder e do dinheiro.

Em setembro de 2000, o casamento que criou o JP Morgan Chase, foi a maior concentração em um frenesi de consolidação bancária que ocorreu na década de 1990. A mania das concentrações foi impulsionada pela desregulamentação do setor bancário como a revogação da Lei Glass Steagall de 1933, que foi promulgada depois da Grande Depressão para conter monopólios bancários que causaram a quebra da Bolsa em 1929 e que precipitou a Grande Depressão.

Em julho de 1929, a Goldman Sachs lançou dois fundos de investimento chamados Shenandoah e Blue Ridge. Nos meses de agosto e setembro desse ano, os bancos promoveram esses fundos e venderam ações ao público por centenas de milhões de dólares em por meio de Goldman Sachs Trading Corporation por 104 dólares por ação. Os investidores de Goldman Sachs foram resgatados no mercado de ações. No outono de 1934 as ações valiam 1,75 dólares cada. Um diretor de Shenandoah e Blue Ridge e Sullivan & Cromwell foi o advogado John Foster Dulles. [1]

John Merrill, fundador do Merrill Lynch, saiu do mercado de ações em 1928, como fizeram os investidores no Lehman Brothers. O presidente do Chase Manhattan, Alfred Wiggin tinha um “pressentimento” e formou o Sherman Corporation em 1929, para atacar as ações de sua própria empresa. Na sequência da crise de 1929, o presidente do Citibank, Charles Mitchell, foi preso por sonegação de impostos. [2]

Em fevereiro de 1995, o presidente Bill Clinton anunciou planos para eliminar o Glass Steagall e o Bank Holding Company Act de 1956 – que proibiu os bancos de serem proprietários de empresas de seguros e outras instituições financeiras. Naquele dia, o traficante de ópio e escravos, Barings faliu após que um dos seus operadores com base em Cingapura chamado Nicholas Gleason foi pego no lado errado de bilhões de dólares em operações com derivativos. [3]

A advertência foi ignorada. Em 1991, os contribuintes dos EUA, que tiveram que pagar mais de 500 bilhões de dólares para o S & L, foram forcados a pagar mais 70 bilhões de dólares para socorrer o FDIC, e logo pagaram o custo do resgate secreto de dois anos e meio no Citibank, que estava à beira do colapso após a crise da dívida na América Latina. Com as contas já pagas pelos contribuintes dos EUA a desregulamentação bancária foi dada como certa, o palco estava armado para um grande número de fusões de bancos como o mundo jamais tinha visto.

O secretário do Tesouro, Reagan, George Gould disse que a fusão dos bancos -em cinco a dez gigantes corporacoes- era necessário para a economia dos EUA. A visão de Gould estava prestes a se tornar realidade.

Em 1992, o Bank of America comprou o seu maior rival na costa ocidental, Security Pacific, e depois engoliu o Continental Bank de Illinois. Bank of America adquiriu mais tarde uma margem de 34% do Black Rock Bank (Barclays detém 20% do Black Rock) e uma participação de 11% no China Construction Bank, tornando-o a segundo maior instituição bancária do país, com ativos de 214 bilhões de dólares. Citibank tinha 249 bilhões de dólares. [4]

Ambos os bancos aumentaram os seus ativos para cerca de 2 trilhões de dólares cada.

Em 1993, o Chemical Bank assumiu o Texas Commerce Bank para se tornar o terceiro maior banco comercial, com 170 bilhões de dólares em ativos. Chemical Bank foi fundido com Manufacturers Hanover Trust, em 1990.

O North Carolina National Bank se uniu com C & S Sovran para formar o Nations Bank, que se tornou o quarto maior banco dos EUA com 169 bilhões de dólares em seus cofres. Fleet Norstar comprou o Banco de Nova Inglaterra, enquanto o Northwest comprou o Bancos Unidos de Colorado.

Durante este período os ativos bancários dessas empresas quebraram recordes a cada trimestre. O ano de 1995 quebrou todos os recordes anteriores devido as fusões bancárias. Negócios entre os bancos ‘produziram’ um total de 389 bilhões de dólares. [5]

Os cinco grandes bancos de investimento, que tinham acabado de ganhar uma tonelada de dinheiro dirigindo negociações da dívida na América Latina, aumentaram os seus lucros através da lista interminável de fusões entre 1980 e 1990.

De acordo com Standard & Poor’s, os bancos de investimento mais poderosos eram Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley Dean Witter, Salomon Smith Barney e Lehman Brothers. Um acordo que fracassou em 1995, foi uma fusão entre o grande banco de investimento em Londres, SG Warburg e Morgan Stanley Dean Witter. Warburg escolheu Union Bank of Switzerland como seu pretendente em seu lugar, e então veio UBS Warburg como a sexta força em bancos de investimento.

Depois do frenesi de 1995, os bancos agressivamente saíram para o Oriente Médio, e estabeleceram operações em Tel Aviv, Beirute e Bahrein, onde a frota de bancos dos EUA foi instalada. As privatizações do Banco de Egito, Marrocos, Tunísia e Israel abriu as portas a mega-bancos nessas nações. Chase e Citibank emprestaram dinheiro a Royal Dutch Shell e Saudi Petrochemical, enquanto o JP Morgan trabalhou com o consórcio Qatargas liderado pela Exxon Mobil. [6]

A indústria de seguros também tinha a mania de fusões. Em 1995, o Travelers Group tinha comprado Aetna e, Berkshire Hathaway, uma empresa de Warren Buffet, tinha absorvido Geico, Zurique Insurance tinha absorvido Kemper Corporation, CNA Financial comprou Continental Companies e General Re Corporation afundou seus dentes em Colonia Konzern AG.

No final de 1998, o gigante Citibank fundiu-se com o Travelers Group criando o Citigroup, um gigante de US $ 700 bilhões, que ostentava mais de 163.000 funcionários em 100 países, incluindo empresas Salomon Smith Barney (uma joint venture com o Morgan Stanley), Commercial Credit, Primerica Financial Services, Shearson Lehman Brothers, o Barclays America, a Aetna e Segurities Pacific Financial. [7]

Nesse mesmo ano, Bankers Trust e US Investment Bank Alex Brown foi adquirida pelo Deutsche Bank, que também tinha comprado Morgan Grenfell em Londres, em 1989. A compra pelo Deutsche Bank, fez com que o Deutsche Bank fosse o maior banco do mundo naquela época com um capital de 882.000 bilhões de dólares. Em janeiro de 2002, a japonesa Mitsubishi e Sumitomo Operations foram combinadas para criar Sumitomo Mitsubishi Bank, que superou o Deutsche Bank, com ativos de 905 bilhões de dólares. [8]

Em 2004, o HSBC se tornou o segundo maior banco do mundo. Seis anos depois, os três gigantes tinham sido eclipsados pelo BNP e Royal Bank of Scotland.

Em EUA, o pesadelo de George Gould chegou a seu ponto mais alto na hora certa para o novo milênio, quando o Banco Chase Manhattan, absorviu o Chemical Bank. Bechtel Banker Wells Fargo comprou o Norwest Bank, enquanto o Bank of America assumiu Nations Bank. O golpe final veio quando a reunificação da Casa de Morgan anunciou que iria fundir-se com o Chase Manhattan Bank/Chemical Bank/Manufacturers Hanover.

Quatro bancos gigantes surgem a reinar no mercado financeiro dos EUA. JP Morgan Chase e Citigroup foram os reis do capital da Costa Leste. Juntos, esses dois bancos controlaram 52,86% da Reserva Federal de Nova Iorque [9], enquanto o Bank of America e Wells Fargo prevaleceram na Costa Oeste.

Durante a crise bancária de 2008, essas empresas ainda cresceram mais, recebendo quase US $ 1 trilhão, cortesia da administração Bush e o secretário do Tesouro e ex-Goldman Sachs, Henry Paulsen, enquanto calmamente compravam ativos por centavos de dólar.

Barclays assumiu o Lehman Brothers. JP Morgan Chase engoliu o Bear Stearns e o Washington Mutual. Bank of America agarrou o Merrill Lynch e Countrywide. Wells Fargo teve o quinto maior banco do país, a Wachovia.

Os mesmos bancos controlados pelas mesmas oito famílias que durante décadas galoparam, seus Quatro Cavaleiros do petróleo pelo Golfo Pérsico são mais poderosos do que em qualquer outro momento na história. Eles são os Quatro Cavaleiros do Sistema Bancário Mundial.

[1] The Great Crash of 1929. John Kenneth Galbraith. Houghton, Mifflin Company. Boston. 1979. p.148

[2] Ibid

[3] Evening Edition. National Public Radio. 2-27-95

[4] “Bank of America will Purchase Chicago Bank”. The Register-Guard. Eugene, OR. 1-29-94

[5] “Big-time Bankers Profit from M&A Fever”. Knight-Ridder News Service. 12-30-95

[6] “US Banks find New Opportunities in the Middle East”. Amy Dockser Marcus. Wall Street Journal. 10-12-95

[7] “Making a Money Machine”. Daniel Kadlec. Time. 4-20-98. p.44

[8] BBC World News. 1-20-02

[9] Rule by Secrecy: The Hidden History that Connects the Trilateral Commission, the Freemasons and the Great Pyramids”. Jim Marrs. HarperCollins Publishers. New York. 2000. p.74

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About the author: Luis Miranda

Luis R. Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 19 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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