|Wednesday, October 18, 2017
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Desperdício de Alimentos: Os Números por trás do Problema 

Desperdício de Alimentos

Se a quantidade de alimentos desperdiçados em todo o mundo fosse reduzida em 25%, haveria comida suficiente para alimentar todos aqueles que sofrem de desnutrição.

A cada ano, 1,3 milhões de toneladas de alimentos, ou cerca de um terço do que é produzido, é desperdiçado de uma forma ou de outra.

Quase metade de todas as frutas e legumes, 35% de peixes e frutos do mar, 30% de cereais, 20% de produtos lácteos e 20% da carne é desperdiçada no planeta.

Nos países desenvolvidos, os consumidores e varejistas desperdiçam entre 30% e 40% de todos os alimentos comprados. Em contraste, nos países mais pobres, apenas entre 5% e 16% dos alimentos são desperdiçados.

Na Europa e na América do Norte, cada pessoa desperdiça de 95 a 115 quilos de alimentos perfeitamente comestíveis a cada ano, enquanto na África Subsaariana, América do Sul e Sudeste Asiático o desperdiço é equivalente a apenas 6 a 11 quilogramas.

Os países industrializados desperdiçam 222 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que é ligeiramente menor do que o conjunto do que a região subsaariana produz durante o mesmo período. (230 milhões de toneladas).

O impacto ambiental das perdas de alimentos e resíduos é enorme. Aqueles que estão preocupados com as emissões de carbono devem saber que o impacto ambiental dos alimentos produzidos, mas não consumidos, atingem 3,3 gigatoneladas de emissões de CO2 por ano.

Se o desperdício de alimentos fosse um país, seria o terceiro emissor mundial de gases de efeito estufa, depois dos Estados Unidos e da China.

Cerca de 1,4 bilhões de hectares, ou cerca de 30% das terras agrícolas disponíveis em todo o mundo são utilizadas para produzir o alimento que, depois, é desperdiçado. Nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, 39% dos alimentos são desperdiçados de uma forma ou de outra. Na Europa, é um pouco menos de 31%.

Como é o desperdício de alimentos no Reino Unido?

O Reino Unido não foge do problema do desperdício de alimentos. Cerca de 15 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados a cada ano.

No total, 4,3 milhões de toneladas de alimentos comestíveis são jogados fora a cada ano. Quase 12% do desperdício é evitável, mas as pessoas não prestam atenção a esta realidade. Na verdade, eles nem sequer percebem quanto dinheiro estão jogando fora.

Os resíduos alimentares no Reino Unido custa às famílias cerca de 700 libras por ano, ou uma média de 60 libras por dia. O alimento mais desperdiçado, em peso, é o pão, que é de 22%. Cerca de 24 milhões de fatias de pão são jogadas fora por dia no Reino Unido.

Os alimentos mais desperdiçados no Reino Unido são os ingredientes de saladas, com 38%. A carne mais desperdiçada é a das aves com 13%, enquanto que o melão é desperdiçado em 25%.

Entre 2007 e 2012, o desperdício de alimentos que poderia ter sido evitado diminuiu em 21%, passando de 5,3 para 4,2 milhões de toneladas. Dos alimentos que não são consumidos, a maioria acabam em aterros sanitários. Em 2001, 14% dos resíduos domésticos foram reciclados ou compostados. Em 2012, esse número subiu para 43%.

Para cada duas toneladas de alimentos consumidos no Reino Unido, 1 tonelada é perdida em algum ponto da cadeia de produção. Mais de 97% dos detritos produzidos acaba em aterros sanitários. Cerca de 33 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados vão para o aterro.

Aqueles que estão preocupados com o aquecimento global, saibam disto: A comida que vai para aterros produz, por via anaeróbia, grandes quantidades de gás metano, que é 21 vezes mais potente como gás de efeito estufa do que o CO2.

De acordo com o Programa de Acção sobre Resíduos e Recursos, cada tonelada de alimento que é desperdiçada resulta em 3,8 toneladas de emissões de gases de efeito estufa.

No Brasil, a situação não é muito diferente dos outros países. O pais perde, pelo menos, 30% dos alimentos produzidos, enquanto 13 milhōes de pessoas passam fome.

“Fazendo uma análise das perdas durante o processo de produção – água, fertilizantes, dinheiro, mão de obra, combustíveis, tempo – e do desperdício do próprio alimento, os números encontrados por Abrantes são impressionantes”, explica e-cycle.

“Já na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o transporte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no varejo, a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo.”

No Brasil, como em muitos outros países, os varejistas são os que mais desperdiçam alimentos. A maioria dos alimentos jogados fora por estas empresas são apropriados para o consumo, mas eles preferem jogar fora porque estão amassados ou porque durante o transporte dos mesmos, eles sofreram danos menores. Estes são os alimentos que poderiam acabar com a fome de milhōes de pessoas, mas que muitos empresários preferem desperdiçar antes de doar.

Segundo um estudo realizado pela Agência da Organização das Nações Unidas, a FAO, no Brasil, o desperdício chega a 40 toneladas por dia, conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa.

O estudo da FAO mostra que mais da metade dos alimentos desperdiçados são perdidos durante as fases produtivas: durante a produção,  manipulação, depois da colheita ou na armazenagem.

Então, o que a humanidade deve fazer sobre o desperdício de alimentos?

Aqui estão cinco maneiras de lidar com o desperdício de alimentos:

  1. Use compostores
  2. Sistemas de extração de água dos alimentos.
  3. Transforme resíduos alimentares em biomassa.
  4. Use óleo usado como uma forma de energia.
  5. Use um depósito de lixo.

Este artigo foi publicado em colaboração com Insinkerator.co.uk.

About the author: Luis Miranda

Luis R. Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 19 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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