Democídio: Quando o Governo Mata os seus Cidadãos

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
23 de fevereiro de 2012

Quando alguns livros de história são escritos eles costumam citar ameaças já enfrentada pela humanidade, e muitas vezes falam da guerra, fome, desastres naturais, e assim por diante, mas aqueles que escrevem livros de história sempre esquecem a maior ameaça que os seres humanos têm e da qual existe um conhecimento significativo nos últimos 100 anos. Esta ameaça é Democídio. Democídio é o assassinato de qualquer pessoa ou pessoas por um governo, incluindo o genocídio, politicídio e assassinato em massa. Democídio não é necessariamente a eliminação de todos os grupos culturais, mas sim grupos dentro do país que o governo acredita que devem ser erradicados por motivos políticos e por causa de suas ameaças futuras. Este termo parece ter sido cunhado pelo cientista político RJ Rummel, embora tenha sido aparentemente usado 40 anos antes por Theodore Abel.

Rummel cunhou o termo e isso ajudou a explicar o assassinato explícito dos cidadãos através de métodos que não eram necessariamente inerentes ao genocídio como este era entendido. Isso significava que as pessoas que morriam em ações de Democídio realmente não foram contados como tendo sido mortos pelo governo. Como foi útil a criação deste termo!. O fato de que a sociedade tem uma maneira de medir a brutalidade do Estado ao longo do século passado ou desde antes, facilita ainda mais rever por que os escritores da história não estabeleceram de forma adequada um método para medir os crimes cometidos pelos governos. Aparentemente, os “acadêmicos”, que viviam junto com os governos – em todas as suas formas – não foram capazes de identificar corretamente o assassinato nas mãos do Estado. Coube a um cientista político – o termo é atribuído a Rummel – ou um escritor se atribuído ao livro de Abel “A Sociologia dos Campos de Concentração, as Forças Sociais“, vol. 30, No. 2 (Dezembro de 1951), pp 150-155, ajudar a quantificar o assassinato feito pelo Estado.

Como resultado, nem doença, nem a fome nem a guerra são as principais causas de assassinatos em massa, embora em muitos casos, estas situações são causadas pelos Estados que crescem fora de controle – mais sobre isso mais tarde – mas por Democídio. Então, vamos olhar para a história para ver como um Estado poderoso e fora de controle é capaz de matar não milhões, mas centenas de milhões de seus cidadãos simplesmente porque tinham o poder de faze-lo e como isto tem se transformado na ameaça número um para a sociedade humana. Nenhuma outra ameaça – natural ou artificial – já matou mais pessoas no século 20 e início do século 21.

Não importa quão cuidadosamente procure nos meus anos de faculdade e os cursos que eu fiz em dois países diferentes, não lembro de ter ouvido sobre a palavra Democídio. Eu não tinha sequer ouvido falar que era a principal causa de morte na história da sociedade humana. Embora a contabilidade a seguir mostra apenas o assassinato de humanos pelos Estados nos últimos 100 anos, a história mostra que o Democídio, apesar de sua falta de identificação, tem estado presente ao longo da existência humana. Não conheço nenhum registo guardado que mostre quantas pessoas foram assassinados por seus próprios reis ou faraós. O Democídio é um termo tão novo, que nem sequer é reconhecido pela minha ferramenta de correção ortográfica.

Conservadoramente, Democídio é responsável pelas mortes de pelo menos 262 milhões de pessoas. Estes valores representam as pessoas que morreram principalmente durante o século 20, mas também inclui algumas do século 21. Deixo cada leitor a encontrar uma maneira de colocar esse número em perspectiva, num contexto ou medi-lo em seus próprios termos, a fim de fazer sentido. Neste ponto, vamos caso a caso, a fim de juntar os milhões de pessoas assassinadas pelos seus próprios governos.

Só a China matou 76,702,000 milhões de habitantes nos anos 1949-1987. O país tem por muitas décadas estado sob o domínio do Partido Comunista, que é diretamente responsável pela opressão e assassinato de todas essas pessoas. Alguns dizem que os governantes da China, mesmo mostram o orgulho por seus crimes e estão satisfeitos por eles. Antes de Mao chegar ao poder, os líderes chineses já haviam matado cerca de 3.468.000 de pessoas.

A URSS, no poder em uma região que inclui o que hoje é conhecido como a Rússia é responsável pelo assassinato de 61,911,000 milhões de cidadãos entre os anos 1917-1987.

Colonialistas ocidentais na história recente não escapam a matança de pessoas em numerosas ocasiões. Os poderes que controlam a maior parte do mundo de hoje, que lançou campanhas de conquista do planeta mataram todos os cidadãos nativos dessas regiões e, posteriormente, os seus próprios cidadãos, são responsáveis por um total de 50.000.000 de assassinatos. A maioria deles ocorreram no século 20, mas devido aos acontecimentos atuais, não há razão para pensar que essas forças poderosas não excederam seus crimes no século 21.

No caso da Alemanha, enquanto o país estava sob o domínio de Adolf Hitler entre 1933-1945, o governo matou um total de 20.946.000 de pessoas, a maioria dos quais não eram judeus. Dependendo de qual livro ou enciclopédia é consultado, o número de judeus assassinados pelos nazistas foi de cerca de 6.000.000. Mesmo sendo tão repugnante, o genocídio judaico, não é nada comparado com o genocidio que aconteceu com populações não-judeas sob Hitler.

No caso do Japão, o país viu a maior parte do Democídio durante os anos da monarquia, que foi responsável pelo assassinato de 5.964.000 de pessoas entre os anos 1935-1945.

Enquanto isso, na Camboja, Pol Pot e seu infame Khmer Rouge, que foram escolhidos e financiados pelo governo dos EUA foram responsáveis pela morte de 2.035.000 de pessoas entre 1975-1979. Este número reflete o que era um terço da população cambojana. Talvez estes assassinatos devam ser colocados na comanda dos EUA.

O assassinato de cidadãos por parte do governo turco entre 1909-1918 chegou a 1.883.000. Este número também inclui muitos arménios.

Vietnã quase alcançou o mesmo número de assassinatos, matando 1.670.000 de pessoas entre 1945-1987.

Na Europa, a Polónia também tem o seu próprio abate registado. O governo matou 1.585.000 pessoas entre 1945-1948.

Paquistão tambem não escapa do assassinato de milhões de pessoas. Regimes repressivos que têm governado o país mataram 1.503.000 pessoas entre 1958-1987.

A nação da Jugoslávia principalmente sob o ditador Josip Broz Tito matou pelo menos 1.072000 pessoas entre 1944-1987.

Nas posições mais baixas, mas não menos criminosas na história estão países como a Coréia do Norte, com 1.663.000 de pessoas assassinadas, o México, com 1.417.000 assassinatos e Rússia com 1.072000 outros assassinatos.

Como alguém bem disse, os Governos estão ganhando a guerra contra a humanidade.

É importante explicar que o total conservador de 262,000,000 assassinatos por parte dos governos não inclue as mortes de pessoas que foram vítimas diretas de ações militares, baixas militares. Esse número é cerca de 88 milhões, elevando o total para uns 350 milhões de mortes pela ação do Estado.

Também é muito importante dizer que todos estes assassinatos por governos ocorreram sob a premissa de que tal ação – Democídio – era ilegal. Nenhum governo já havia afirmado que o Democídio, sob quaisquer circunstâncias era correto, moral ou legal. Só que agora o governo dos EUA fez uma coisa dessas. Sob a Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2012, o governo dos EUA deu-se o direito legal de matar qualquer um e quantos cidadãos sejam necessários, sob o pretexto da Segurança Nacional.

Se o Democídio ilegal foi capaz de acabar com as vidas de entre 262 e 350 milhões de pessoas em apenas um século, você pode imaginar o que a sua legalização será capaz de alcançar nos próximos 100 anos?

Se você não está chocado ainda, por favor, deixe-me tentar mais uma vez. A contabilidade anterior de assassinatos por governos não inclui operações secretas desses governos, como as campanhas de terror de falsa bandeira, a esterilização, intoxicação com produtos químicos em alimentos e água, assim como doenças desenvolvidas em laboratórios. Isso fica para um outro artigo.

A propósito, a fonte deste artigo é chamado História.

Experimentos Médicos em EUA Injetaram Plutônio e Urânio em pacientes

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
22 de fevereiro, 2012

Em um programa secreto agora admitido como verdadeiro, o governo dos EUA injetou humanos quem participaram em estudos médicos com plutônio altamente tóxico, sem aviso prévio e sem o seu consentimento. Soa como uma estranha cena de tortura que poderia ser atribuída a organizações terroristas, mas as pessoas por trás deste crime são na verdade médicos que trabalharam para o governo dos EUA. Sem se importar pela saúde dos cidadãos inocentes, os médicos do governo estavam ansiosos para ver como os participantes seriam vítima da injeção de plutônio.

O programa começou em 1945, quando um empregado na instalação nuclear de Oak Ridge teve um acidente de carro. Ebb Cade sobreviveu, mas foi admitido como um participante humano em um estudo sem mimos. É importante ressaltar que este homem tinha apenas 53 anos, era Afro-americano, que são carateristicas preferidas em ensaios clínicos anteriores que o governo tem feito em afro-americanos e outras minorias. Programas de esterilização racistas ocorreram entre 1929-1974 no âmbito de iniciativas eugênicas que os funcionários disseram que eram necessárias para “criar uma sociedade melhor.” A maioria das vítimas eram mulheres pobres e negras que foram “consideradas impróprias para ser mães. Da lista de vítimas, 10 foram esterilizadas por não se dar bem com seus colegas na escola ou pela sua promiscuidade, e muitos pais foram enganados para esterilizar seus filhos.

Ebb Cade foi seqüestrado e amarrado a uma cama com um braço e uma perna quebrada. Os médicos entrevistaram Cade e avaliaram sua saúde. Após a determinação que estava em um estado adequado de saúde, os médicos secretamente injetaram 4,7 microgramas de plutônio em 10 de abril de 1945. Ainda não está claro quem ordenou o programa dentro do governo dos EUA, porque as agências do governo se separaram oficialmente do programa. No momento da injeção, os cientistas estavam bem cientes dos efeitos negativos associados à radiação. Com o câncer e outras doenças causadas pela radiação em aumento, os cientistas sabiam exatamente o que estavam fazendo – experimentando com isótopos de plutônio em seres vivos.

Antes dos testes feitos com Cade, os cientistas injetaram animais com plutônio e observaram os efeitos adversos. Em alguns casos, os animais foram alimentados mesmo resíduos radioactivos. De fato, um dos cientistas teve que receber tratamento especial depois de ter sido contaminado com gás e requirió uma lavagem gástrica, na tentativa de eliminar a ameaça de contaminação. Os cientistas disseram que receberam o tratamento completo após a exposição. Enquanto isso, eles usaram outras pessoas como cobaias, injetando-os com plutônio.

Os cientistas pegaram excrementos do Cade nos próximos cinco dias ver a quantidade de plutônio retido no seu corpo. Eles também se recusaram a ajuda-lo com seus ossos quebrados até 15 de Abril, e cortaram amostras dos ossos para avaliar o conteúdo de plutônio em tecido ósseo. Quinze dos seus dentes foram extraídos para análise. Depois de tudo isso, Cade nunca foi informado do que eles estavam fazendo. Uma enfermeira disse que alguns dos torturados como Cade escaparam no meio da noite, e foram mais tarde encontrados mortos por insuficiência cardíaca em 1953.

Infelizmente, Cade não foi o último tema do experimento.

Três experimentos humanos seguiram, todos os pacientes estavam doentes com câncer e procuravam tratamento. Em vez de tratamento, os pacientes foram injetados com plutônio por cientistas do governo para ver os efeitos. Um homem de sessenta anos com câncer de pulmão, uma mulher na casa dos cinquenta com câncer de mama e um “jovem” com linfoma de Hodgkin foram injetados todo o veneno. Convenientemente, a história dos pacientes não estão disponíveis. Eles foram injetados quinze vezes mais do que qualquer outra pessoa com um total de 95 microgramas.

O que seguiu foi ainda mais ensaios clínicos. A Universidade de Rochester juntou-se ao programa injetando pacientes do programa com plutônio, com isótopos radioativos de polônio e urânio. Outras instituições como a Universidade da Califórnia fizeram o mesmo.

Talvez o mais perturbador é o fato de que este desprezo repugnante pela saúde humana não é um incidente isolado. O experimento Tuskegee onde pessoas foram injetadas com sífilis é apenas um exemplo de experimentos secretos do governo em seres humanos que foram executados na história recente. Esses experimentos  tiveram lugar entre 1932 e 1972, incluindo Tuskegee, Alabama, onde o Serviço de Saúde Pública dos EUA sabia que homens pobres negros tinham sido contaminados com sífilis para testar os efeitos. Estes homens achavam que estavam recebendo atendimento médico gratuito do governo dos EUA.

A lista é interminável quando se trata de experimentos destinados a minorias e as pessoas com deficiência em particular. De esterilização forçada a injeções contaminadas, há uma longa história de evidências mostrando o desprezo dos governos por sua saúde em EUA e em outros lugares. Com isto em mente, não é de admirar por isso que a Agência Federal de Alimentos (FDA) mantenha substâncias tóxicas como o mercúrio no abastecimento alimentar e as vacinas utilizadas em crianças e pessoas ao redor do mundo.

Artigo traduzido do original U.S. Government Program Injected Citizens with Plutonium,Uranium

União Europea Suspende Ratificação de Acordo ACTA

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
22 de fevereiro de 2012

A UE suspendeu a ratificação do Acordo de Comércio Anti-Contrafacção (ACTA) e encaminhou o texto para o Tribunal Europeu de Justiça para investigar possíveis violações de direitos de privacidade.

A Comissão Europeia decidiu na quarta-feira fazer que o mais alto tribunal da União Europeia “esclareça que o acordo ACTA e sua implementação devem ser totalmente compatíveis com a liberdade de expressão e a liberdade da Internet.”

O debate sobre ACTA “deve ser baseado em fatos e não na falta de informação ou rumores que dominaram sites de mídia social e blogs”, disse o comissário de Comércio da UE, Karel De Guch. A UE não vai ratificar o tratado internacional até que o tribunal emita a sua decisão, acrescentou.

De Guch insiste em que o tratado não vai mudar nada no bloco, mas vai ajudar a proteger a economia criativa.

Países europeus rapidamente assinaram o acordo com os EUA e o Japão pressionando para que o mesmo fosse aprovado em Tóquio há apenas um mês. A ratificação do acordo, no entanto, não está indo tão bem.

ACTA tem enfrentado forte oposição por parte dos europeus, que o vêem como anti-democrático. O povo tomou a sua raiva para as ruas em um protesto sincronizado, dizendo que ACTA viola os seus direitos. Cerca de 200 cidades participaram de uma marcha contra ACTA no dia 11 de Fevereiro.

As autoridades tinham a intenção de proteger a propriedade intelectual e direitos autorais, mas ativistas de direitos humanos alegaram que o conteúdo do acordo demonstra a sua parcialidade em favor de quem está no poder. Eles argumentam que isso viola a liberdade de expressão na Internet e permite o controle sem precedentes de informações pessoais dos cidadãos e a privacidade.

Alguns críticos têm dito que ACTA é como Lei contra a Pirataria na Internet (SOPA), que queriam passar discretamente sem muita discussão.

ACTA até agora foi assinado pela UE como um bloco, 22 membros da UE, e também os EUA, Canadá, Japão, Austrália, Coreia do Sul e alguns outros países. O número total de signatários do tratado é 31.

O Parlamento Europeu se prepara para votar ACTA em junho. Em paralelo, o acordo deve ser ratificado por todos os 27 estados membros da UE. Alemanha, Holanda, Chipre, Estónia e Eslováquia nao assinaram o tratado como tal e, como resultado dos protestos massivos contra ACTA na Europa não estão dispostos a ir em frente com ele. Bulgária, República Checa e Letónia suspenderam o processo de ratificação, enquanto a Polónia recusou-se a ratificar o acordo.

Decisão de quarta-feira significa que a ratificação de ACTA na UE poderia ser adiada por meses.

Traduzido do artigo original: European Union Suspends ACTA Ratification

O Legado da Medicina Moderna: Doenças Incuráveis

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
20 de fevereiro de 2012

A natureza sempre encontra uma maneira de evoluir e sobreviver. O que poderia estar pensando em um ser humano, quando cría um produto farmacêutico a fim de “erradicar” um vírus ou bactéria? Os seres humanos não sabem o suficiente sobre os microorganismos, como vivem ou se adaptam a ambientes adversos para afirmar que um tratamento foi encontrado ou que há uma cura universal. O problema não é a procura de uma solução para nos manter livres de doenças, mas sím a arrogância dos chamados especialistas e cientistas que  dizem que a solução final foi encontrada. O campo da medicina tem evoluído ao longo do tempo, e continua evoluindo até hoje. Nenhum tratamento é final, nenhuma cura é livre de defeitos. A humanidade evolui e melhora, e assim acontece com os vírus e bactérias.

Um dos pecados mais perigosos da medicina moderna e os seus praticantes é assumir que as suas descobertas e os benefícios que vêm com elas vão acabar com toda a dor e sofrimento. A natureza continua mostrando que eles estão errados, uma e outra vez.

O mais recente exemplo do que chamo de “insanidade médica” está aumentando o número de doenças intratáveis e incuráveis. Assim como as ervas daninhas têm encontrado uma maneira de sobreviver ao ataque de herbicidas criando mecanismos para sobreviver, vírus e bactérias absorvem o impacto dos antibióticos e evoluem ao longo de gerações, para se tornar não só intratáveis, mas em muitos casos incuráveis.

No Reino Unido, novas bactérias e vírus são resistentes aos medicamentos tradicionais e agora representam uma ameaça maior do que a apresentada pela Aids ou o vírus que em teoría causa as pandémias de gripe. A bactéria E. Coli é um exemplo do tipo de ameaça que está quase fora de controle. Infecção com E.coli está se tornando uma doença que é impossível de tratar. Segundo o professor Peter Hawkey, do grupo de analise do governo sobre a resistência aos antibióticos, o aumento lento mas constante do número de bactérias que estão se tornando intratáveis até agora matam 25.000 pessoas por ano na União Europeia.

Entretanto, as infecções e mortes por doenças incuráveis e intratáveis não estão confinadas à Europa. A ameaça de uma bactéria ou um vírus incurável que vai se espalhar por todo um continente ou o mundo não seria um evento raro. Na verdade, a presença da bactéria E. coli no sangue de pacientes aumentou 30 por cento. De acordo com relatórios oficiais, o número de pessoas que foram vítimas de infecções bacterianas subiu de 18.000 para 25.000 em apenas quatro anos. A percentagem de microorganismos resistentes aos antibióticos foi de 1 por cento a 10 por cento em apenas 11 anos.

“Apenas uma em cada 20 infecções com E. coli é bacteremia, pelo que os dados acima são apenas a ponta de um iceberg de casos de pessoas infectadas “, diz um relatório elaborado pelo Professor Hawkey e seu grupo de estudo.

Enquanto isso, as empresas farmacêuticas que antes viam o desenvolvimento de antibióticos como uma grande oportunidade para encher seus bolsos com dinheiro agora não vêem incentivo para continuar ou iniciar uma nova pesquisa sobre melhores medicamentos que podem ajudar a diminuir os efeitos do que parecem ser microorganismos imunes. Não é de interesse comercial para as grandes farmacêuticas continuar  investindo tempo e dinheiro com medicamentos que os pacientes tomam por alguns dias e que estarão obsoletos em questão de anos. É mais rentável projetar drogas que os pacientes continuam usando por décadas.

Tal como acontece com a gripe aviária e gripe suína, E. Coli geralmente afeta pessoas idosas e pessoas com problemas crônicos de saúde, que são duas das populações mais vulneráveis. As pessoas nesses dois grupos não costumam morrer de ataque viral ou bacteriano, mas devido a complicações médicas que aumentam o uso de antibióticos, o qual faz com que os ataques de vírus e bactérias sejam implacáveis. E. coli tem uma ameaça ainda maior do que o MRSA, à meticilina resistent Staphylococcus aureus, que é causada por uma estirpe de estafilococo resistente aos antibióticos.

Enquanto os antibióticos tornam-se ineficazes para o tratamento de E. coli e MRSA, a necessidade de medicamentos mais fortes é mais evidente. No entanto, a atual linha de tratamento antibiótico está chegando aos seus limites. A utilização de carbapenêmicos, que são a última linha disponível já está encontrando resistência. “Nos últimos dois ou três anos vimos [microorganismos] desenvolvendo resistência aos medicamentos carbapenêmicos, o nível mais alto nos tratamentos com antibióticos que é citado como o instrumento de último recurso quando se trata de infecções virais ou bacterianas. No final de 2011, o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças citou várias bactérias como a causa do envenenamento do sangue; entre elas a K. pneumoniae que também é resistente aos carbapenêmicos em alguns países.

De acordo com o ECDC, o número de bactérias resistentes a carbapenêmicos aumentou de 7 por cento a 15 por cento.

Assim como acontece com os seres humanos, os microorganismos como bactérias e vírus, historicamente, encontraram formas de superar perigos naturais para sobreviver. No caso de bactérias, no entanto, a evolução não é medida em décadas ou séculos. Processos reprodutivos e de desenvolvimento ocorrem mais rapidamente do que nos seres humanos e podem se adaptar a ambientes agressivos dentro de meses ou anos. A evolução e adaptação das formas de vida, tais como bactérias é tão simples como é explicado em qualquer aula de ciência da escola primária. Embora muitas bactérias ou vírus podem ser mortos por antibióticos, alguns sempre irão sobreviver e os membros sobreviventes modificarão a sua estrutura genética para criar uma resistência aos antibióticos. As bactérias têm a vantagem sobre os antibióticos porque sua capacidade para sobreviver e adaptar-se é quase infinita, enquanto que o número de combinações de antibióticos utilizados para combate-los é limitado.

Simplificando, a medicina moderna criou uma solução temporária para um problema perene e, agora, as empresas farmacêuticas estao sem iniciativa, sem ideias e sem ciência para continuar a luta. Aparentemente, os microorganismos tem vencido a última batalha. Eu me pergunto o que aconteceria se os seres humanos tivessem tratado as infecções causadas por bactérias da mesma forma que as bactérias progressaram contra os antibióticos. E se em vez de criar novas cepas mortais de gripe H5N1, os cientistas tivessem usado seu tempo tentando entender que os seres humanos são apenas uma pequena parte da natureza, e não seus criadores.

Irã, China, Rússia, Paquistão contra EUA e Israel

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
11 de fevereiro de 2012

O Alto Comissariado do Paquistão na Grã-Bretanha reiterou o apoio do seu país à República Islâmica do Irã em caso de ataque do regime israelense.

Wajid Shamsul Hasan, disse ao jornal britânico The Sun que “o Paquistão não tem outra escolha senão a de apoiar o Irã”.

“Nós não iríamos ser vistos como parte da campanha de Israel contra qualquer país. Se Israel atacar o Irã, isso terá um impacto no Paquistão “, disse o Comissário do Paquistão.

“Devemos proteger os nossos interesses. Temos também uma população xiita no Paquistão, que não vai ficar de braços cruzados “, disse ele.

O funcionário paquistanês alertou que a Grã-Bretanha deve ajudar a parar a guerra que Estados Unidos está realizando contra o Paquistão com “drones” que estão assassinando centenas de civis inocentes.

Wajid Shamsul Hasan, disse que as relações de seu país com os Estados Unidos estão no seu mais baixo nível. ”A paciência tem certamente atingido níveis de exaustão”, disse ele.

Hasan disse que o Paquistão apóia a guerra contra o terrorismo realizada pela Grã-Bretanha e os EUA, mas pediu ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenar os ataques de avioes nao tripulados dos EUA em seu país como “crimes de guerra” e “execuções do Estado.”

“O dano é grave – escolas destruídas, comunidades, hospitais. As vítimas são civis, crianças, mulheres, famílias. Nossas perdas são enormes “, o jornal citou a Hasan.

“Eu acho que o tempo está se esgotando para o governo do Paquistão tomar uma posição. Em algum momento tem que tomar medidas punitivas para detê-los. Deve-se fazer alguma coisa para defender suas próprias fronteiras e territórios “, disse Hasan.

Hassan pediu ao primeiro-ministro britânico para convencer os EUA que os ataques com drones são contraproducentes, por isso os americanos são “as pessoas mais odiadas pelos habintantes do Paquistão.”

Junto com o Paquistão, Rússia e China manifestaram publicamente que apoiariam o Irã se os EUA ou Israel se atrevem a atacar aquele país. Tanto a Rússia quanto a China vetaram uma iniciativa das Nações Unidas que imponhe mais sanções contra a Síria, e no passado contra sanções semelhantes contra o Irã. Rússia e China também protestaram o envio de tropas especiais da Inglaterra e dos Estados Unidos para o solo iraniano e sírio para desestabilizar os governos desses países.

Artigo traduzido do original Iran, China, Russia, Pakistan vs US and Israel