|Sunday, March 24, 2019
You are here: Home » Português » Epidemia de obesidade atinge crianças de 3 anos

Epidemia de obesidade atinge crianças de 3 anos 


obesity

O Departamento de Saúde dos EUA publicou suas novas recomendações sobre o exercício físico e, pela primeira vez na história, inclui os membros mais jovens.

O novo documento informa que crianças entre três e seis anos devem ter pelo menos três horas de atividade física diária.

Não é a primeira vez que essas recomendações são publicadas no mundo. Embora seja a primeira vez que elas são emitidos como um aviso sério.

Quando falam sobre atividade física, especialistas não se referem a colocar uma criança pequena para levantar pesos ou correr maratonas.

O relatório sugere que pular ao ar livre é necessário para manter uma boa saúde óssea e muscular; o qual normalmente é incluído nos jogos que os pequenos executam naturalmente, então essas sugestões podem ser um pouco estranhas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) ajudam a explicar por que eles não são.

A prevalência de obesidade em crianças aumentou a um ritmo alarmante. Mais de 41 milhões de crianças menores de cinco anos e 124 milhões entre as idades de cinco e 19 anos – cerca de dez vezes mais do que há quatro décadas – aumentam as estatísticas do que é considerado uma epidemia.

O problema é mais grave nos países pobres e em desenvolvimento da Ásia e da África, mas nenhuma parte do mundo é poupada.

Segundo a OMS, nos EUA, a obesidade infantil é de 18,5%. Com esses números, é fácil entender as recomendações que foram feitas.

Mas por que as crianças ganham tanto peso?

As crianças passam cada vez mais tempo na frente de dispositivos tecnológicos. Os eletrônicos está tendo o mesmo efeito que os aparelhos de televisão tinham anos atrás.

O aumento da obesidade em idades tão precoces tem sua origem no mesmo fator que engorda os adultos: a vida sedentária.

As crianças pequenas passam cada vez menos tempo brincando no parque, o que implica uma diminuição substancial da sua atividade física.

Em vez de brincar ao ar livre, muitos ficam em creches ou escolas até que seus pais possam pegá-los e, dependendo do tamanho do centro, das salas de aula e do parquinho, as possibilidades de correr livremente variam.

Além disso, ao sair, é cada vez mais frequente que os pais, esgotados após o horário de trabalho, optem por ficar em casa e os dispositivos tecnológicos se tornem uma forma de passar o tempo.

É um lazer sedentário que molda os pais, porque eles sabem que a criança fica entretida e os filhos a amam por causa da exibição de luzes e cores.

Em troca, eles perdem tempo que poderiam estar desfrutando no quintal, o que é melhor para sua saúde e para o desenvolvimento motor.

Os maiores de cinco anos não cumprem as recomendações

Tanto o novo documento do Departamento de Saúde dos EUA quanto o da OMS recomendam uma hora diária de atividade física para aqueles com mais de cinco anos de idade, mas essa exigência não é cumprida e todos os anos as coisas pioram.

Entre outras razões, o relatório aponta para uma mudança no lazer em idade escolar. Antes as crianças brincavam com bolas ao ar livre, pulavam corda na rua. Agora, é comum que elas fiquem confinadas em casa olhando para uma tela.

“Estamos criando uma geração de crianças inativas, o que as coloca em um caminho muito perigoso”, diz o professor Mark Tremblay, presidente da Active Healthy Kids e pesquisador do CHEO Research Institute, no Canadá.

“Temos uma responsabilidade coletiva de reverter essa tendência, já que crianças sedentárias correm mais risco de desenvolver problemas físicos, mentais e cognitivos”.

De acordo com Tremblay, a tendência atual é ainda mais grave, porque as crianças de hoje pertencem à geração que terá que enfrentar múltiplos desafios, por isso, é muito importante ter boa saúde para se tornar um adulto resiliente.

Horas de educação física nas escolas não são suficientes

Apesar da gravidade do problema, a boa notícia é que a obesidade infantil foi detectada e o próximo passo é mudar as práticas.

Nas escolas, as aulas de educação física funcionam nesse sentido, mas não são suficientes.

Transferindo as competências da educação para as comunidades autônomas, cada um decide como distribuir a carga de ensino.

O mínimo, no primário e no secundário, geralmente gira em torno de duas horas por semana, o que é pouco.

As famílias têm que desempenhar um papel importante para que isso não permaneça apenas nas aulas, e que nas férias a criança não retornem a um estilo de vida sedentário.

Especialistas dizem que há uma necessidade de realizar campanhas de conscientização global que envolvam as autoridades educacionais, prefeituras, celebridades, etc, para a prática de esportes em tenra idade.

A estratégia deve ser aumentar a oferta de atividades esportivas extracurriculares a preços acessíveis, aumentar o uso público de doações e a mobilização dos próprios pais para levar uma vida mais ativa.

Gestos como evitar o elevador, caminhar sempre que possível, sair com a bicicleta ou promover atividade física nos finais de semana contribuirão para implantar esses padrões saudáveis nas crianças.

About the author: Luis R. Miranda

Luis Miranda is an award-winning journalist and the Founder and Editor of The Real Agenda News. His career spans over 20 years and almost every form of news media. He writes about environmentalism, geopolitics, globalisation, health, corporate control of government, immigration and banking cartels. Luis has worked as a news reporter, On-air personality for Live news programs, script writer, producer and co-producer on broadcast news.

Add a Comment