Por Luis R. Miranda
The Real Agenda
20 de janeiro de 2012

Quando os defensores da medicina natural questionam os tratamentos tradicionais usados ??para combater o câncer, incluindo quimioterapia e radiação, as preocupações são muitas vezes dirigidas para o fato de que as terapias podem enfraquecer e danificar o corpo de um paciente de muitas maneiras. Mas agora, os cientistas encontraram uma outra razão para questionar essas terapias também. Como concluído após a realização de experimentos científicos, embora a quimioterêpia pode destruir tumores no curto prazo, estes tratamentos realmente promovem a recorrência do tumor e fazem com que a malignidade e agressividade do mesmo aumente a longo prazo.

Por exemplo, como foi informado por NaturalNews.com, cientistas do Comprehensive Cancer Center e do Departamento de Química, Universidade do Alabama em Birmingham (UAB) estão investigando a possibilidade muito real de que células mortas se transformem em câncer após ser atacadas com quimioterapia e se espalhem para outras partes do corpo (metástase). E agora vem a notícia de que um tipo de célula que tem sido estudado pouco, os pericitos, e que estão localizadas no que é chamado o ambiente micro de um tumor canceroso, possam realmente parar a progressão do câncer e metástases. Devido à destruição dessas células, algumas terapias contra o câncer podem inadvertidamente estar fazendo o câncer mais agressivo, e provavelmente que este se espalhe e matar o paciente.

Um estudo recente publicado em 17 de janeiro, 2012 na revista Cancer Cell conclui que as terapias anti-angiogênicas (que reduzem o câncer, cortando o suprimento de oxigênio do sangue que chaga aos tumores) pode matar as defesas naturais do organismo contra o câncer, destruindo pericitos, células que provavelmente servem como guardiões importantes contra a progressão do câncer e metástases. Pericitos revestem os vasos sangüíneos e apoiam o crescimento.

Para a nova pesquisa, o Dr. Raghu Kalluri, MD, PhD, Chefe da Divisão de Biologia da Matrix Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) e professor de medicina na Harvard Medical School (HMS), investigou se ele poderia inibir o crescimento tumoral por células pericitos da mesma forma como outros medicamentos anti-angiogênicos contra o câncer fazem.

Dr. Kalluri e sua equipe de pesquisa trabalhou com ratos geneticamente modificados para suportar a técnica de esgotamento dos pericitos através do uso de medicamentos contra o cáncer, quando estavam crescendo. Em seguida, eles removeram os pericitos do tumor canceroso implantado no peito de ratos, o número de pericitos diminuiu 60 por cento. Em comparação com os animais utilizados em experimentos de controle, observamos uma diminuição de 30 por cento no tamanho dos tumores cancerígenos durante um período de mais de 25 dias. Mas havia um problema sério com esses resultados. Ao contrário da sabedoria convencional da medicina tradicional, os cientistas descobriram que o número de tumores de pulmão nos ratos triplicou em comparação com os ratos do grupo de controle, indicando que os tumores haviam desenvolvido metástase.

Como as drogas anti-câncer podem aumentar as células cancerosas?

“Se considerado apenas o crescimento do tumor, os resultados foram bons”, disse Kalluri num comunicado de imprensa. “Mas quando eu olhei para o quadro completo, a inibição de vasos sanguíneos do tumor não controlou a progressão do câncer. O câncer, na verdade se multiplicou. Isto sugere que, sem o apoio de pericitos, os vasos sanguíneos dentro do tumor ficaram fracos – mais do que eles já estão na maioria dos tumores – e isso reduz o fluxo de oxigênio ao tumor “.

Essa mudança, explica ele, torna as células cancerígenas mais móveis, para que elas possam viajar através dos vasos sanguíneos que levam a novos lugares. A mudança também fez com que as células cancerosas agissem mais como células-tronco, por isso são mais capazes de sobreviver.

Porque as terapias contra 0 câncer, como o Imatinib, Sunitinib, e outras são conhecidas por diminuir os pericitos em tumores, os cientistas também realizaram os mesmos experimentos em ratos com tumores primários. Só que desta vez, usaram os medicamentos quimioterápicos ??imatinib e sunitinib, em vez de alterações genéticas para reduzir o número de pericitos. Ambos imatinib e sunitinib resultaram na redução de pericitos em 70 por cento – e também triplicaram a taxa de casos de metástase.

A fim de ver se os seus resultados são relevantes para pacientes humanos, a equipe examinou 130 amostras de tumores de câncer de mana e tumores em estágios diferentes de diferentes tamanhos e compararam os níveis de pericitos com seu prognóstico. O resultado? Amostras com um baixo número de pericitos na vasculatura do tumor foram associadas com os cânceres mais profundamente invasivos, com mais chances de metástases e com chances de sobrevivencia 20 por cento mais baixos em períodos de cinco a dez anos.

“Estes resultados são bastante provocativos e influênciaram os programas clínicos projetados para atingir a angiogênese do tumor”, disse Ronald A. DePinho, presidente da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em um comunicado de imprensa. “Esses estudos vão informar e refinar o potencial de abordagens terapêuticas para muitos tipos de câncer.”

Traduzido do artigo original:  Cancer drugs make tumors more aggressive and deadly

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