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Quais Empresas de Tecnologia estão facilitando a Vigilância do Governo? 


Espionar cidadãos com inteligência artificial não é algo feito exclusivamente na China.

Um novo relatório mostra que, pelo menos, 75 países estão usando, ativamente, ferramentas de IA ( Inteligência Artificial ), tais como o reconhecimento facial para investigar, ilegalmente, seus cidadãos.

Mas isso não é o pior. Existem países que monitoram seus cidadãos ilegalmente a pedido de outros governos. Existem Estados que querem roubar a propriedade de seus cidadãos, pois podem ser suspeitos de terem cometido crimes, sem que esses cidadãos tenham a oportunidade de provar sua inocência.

Quando as pessoas falam sobre vigilância por meio de inteligência artificial, pensam na China. Protestos recentes em Hong Kong são um bom exemplo disso. Mas, a vigilância ilegal de cidadãos, mesmo aqueles que não participam de protestos ou que têm uma vida política ativa, se espalhou muito além das fronteiras chinesas.

O uso dessa tecnologia é uma questão, cada vez mais, global e, cada vez mais, países seguem a trilha chinesa na implantação de inteligência artificial para rastrear os cidadãos de acordo com um relatório do grupo de pesquisa Carnegie Endowment for International Peace (CEIP).

O Carnegie Endowment for International Peace é uma instituição baseada em Washington, DC criada em 1910 pelo filantropo e empresário Andrew Carnegie. Ele é o editor da prestigiada revista Foreign Policy.

A organização calcula que, pelo menos, 75 países estão usando ativamente ferramentas de IA como reconhecimento facial para vigilância. Os Estados Unidos e seus aliados como França e Alemanha estão entre eles.

O CEIP se baseou em registros públicos e relatos da mídia em 176 países para conduzir sua investigação e enfatiza que não faz distinção entre usos legítimos e ilegítimos da inteligência artificial.

O que precisamos saber sobre vigilância e por quê?

1. Quais países estão adotando a tecnologia de vigilância baseada em IA?
2. Quais países estão vigiando seus cidadãos a pedido de seus aliados?
3. Alguns países estão sendo obrigados a monitorar seus cidadãos em relação a países politicamente e militarmente mais poderosos?
4. Que tipos específicos de tecnologia de vigilância baseada em IA ou outros tipos os governos estão implantando?
5. Quais países estão implantando essa tecnologia?
6. Quais empresas de tecnologia estão facilitando a vigilância do governo?

O CEIP detecta que o país usa a tecnologia chinesa e americana em áreas como reconhecimento facial, vigilância inteligente e segurança da cidade.

“Acontece que muitos casos de vigilância encontrados em municípios da Alemanha, Itália, Holanda e Espanha foram citados no site da Huawei”, diz o relatório.

A empresa chinesa, de fato, é um dos principais fornecedores de tecnologia de inteligência artificial para vários Estados, juntamente com o SICE e a IBM.

Globalmente, o relatório argumenta que são os chineses, liderados pela Huawei e Hikvision, que estão fornecendo grande parte da tecnologia de vigilância de IA para países ao redor do mundo.

Outras empresas incluem NEC do Japão, Palantir e Cisco dos EUA. Nenhuma dessas empresas quis comentar o relatório quando questionada sobre sua participação na vigilância ilegal.

A introdução de inteligência artificial para monitorar os cidadãos não é exclusiva dos regimes autoritários ou semi-autoritários. Mas, talvez, seja uma surpresa saber que as democracias liberais são os principais usuários da vigilância da IA. 51% desses países implementam sistemas de vigilância de IA.

“Espero que os cidadãos façam perguntas mais difíceis sobre como esse tipo de tecnologia é usada e que tipo de impactos terá”, diz o autor do relatório Steven Feldstein, membro do Instituto Carnegie Endowment e professor associado da Boise State University.

Muitos dos projetos citados no relatório de Feldstein são sistemas de “cidade inteligente” nos quais um governo municipal instala uma série de sensores, câmeras e outros dispositivos conectados à Internet para coletar informações e se comunicar.

Esses sistemas costumam ser usados ​​para gerenciar tráfego ou economizar energia, mas, também, têm utilidade em tarefas de vigilância e segurança pública, diz o cientista.

Obviamente, a China é a líder absoluta nesse sistema e não apenas a Huawei e a Hikvision acima mencionadas, mas, também, muitas outras empresas menores que possuem algoritmos capazes de detectar rostos e enviar as informações, instantaneamente, à polícia.

É o caso do “Dragonfly Eye”, o algoritmo de inteligência artificial (AI) desenvolvido pela empresa chinesa Yitu para detectar rostos através de um sofisticado sistema de reconhecimento facial.

“A Inteligência Artificial é uma revolução muito mais rápida que a industrial”, disse, recentemente, o co-fundador da Yitu, Zhu Long.

As pessoas estão envolvidas em um debate sobre se a Inteligência Artificial é algo real, mas os avanços no reconhecimento facial confirmam que tem um enorme potencial para violar todos os níveis de privacidade.

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About the author: Luis R. Miranda

Luis R. Miranda is an award-winning journalist and the founder & editor of The Real Agenda News. His career spans over 23 years in every form of news media. He writes about environmentalism, education, technology, science, health, immigration and other current affairs. Luis has worked as on-air talent, news reporter, television producer, and news writer.

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