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O Clima não está ficando mais Estranho 


A última pesquisa desmente a idéia de que as tempestades estão ficando cada vez mais extremas.

Por Anne Jolis
WSJ
Fevereiro 13, 2011

Na semana passada, uma tempestade severa congelou Dallas sob uma camada de gelo, e atrapalhou os planos das dezenas de milhares de fãs de futebol americano que visitaram a cidade para o Super Bowl. Do outro lado do globo, o ciclone Yasi bateu o nordeste da Austrália, destruindo casas e plantações e deslocando centenas de milhares de pessoas.

Nenhuma evidência neste estudo sugere que as maiores tempestades tropicais são causadas pela atividade humana e as emissões que vêm com ela.

Alguns alarmistas do clima nos querem fazer crer que estas tempestades são ainda uma outra conseqüência funesta das emissões de CO2. Além dos eventos mais recentes, eles também apontam para ciclones em Mianmar, o frio fatal do inverno passado no Nepal e Bangladesh, as nevascas na Grã-Bretanha em dezembro e todas as secas, tufões e ondas de calor fora de época em todo o mundo.

Mas é verdade? Para responder a essa pergunta, você precisa entender se as tendências climáticas recentes são extremas em termos históricos. O Projeto Reanalítico Twentieth Century é a última tentativa para descobrir se isto e verdade. O estudo utilizou super-computadores para gerar um conjunto de dados da circulação atmosférica global a partir de 1871 até o presente.

Os resultados iniciais do projeto, publicado no mês passado, não mostram evidências de uma tendência de intensificação do tempo. “Nos modelos climáticos, as tendências extremas ficam ainda mais extremas à medida que caminhamos para um mundo onde as emissões de CO2 dobraram”, disse o cientista atmosférico Compo Gilbert, um dos pesquisadores do projeto, quem também e professor da Universidade do Colorado em Boulder. “Então estavamos surpresos que nenhum dos três principais índices da variabilidade climática que usamos revelam uma tendência de aumento da circulação de voltar a 1871.”

Em outras palavras, os pesquisadores ainda não encontraram evidência de padrões climáticos mais extremos no período, ao contrário do que os modelos prevêem. “Não há nenhuma resposta por dados ainda a questão de como a atividade humana tem afetado o clima”, acrescenta Roger Pielke Jr., outro pesquisador do clima da Universidade do Colorado.

Nós sabemos que o dióxido de carbono e outros gases seguram e irradiam calor. Sabemos também que os seres humanos têm emitido cada vez mais desses gases desde a Revolução Industrial. O que não sabemos exatamente é quanto sensível o clima é ao aumento destes gases em relação a possível variabilidade com outros fatores como o sol, correntes oceânicas, ciclos de aquecimento e resfriamento do Pacífico, oscilações planetarias gravitacionais e magnéticas, e assim por diante.

Dadas as incertezas, é possível que, mesmo que se gastem trilhões de dólares, e se renuncie a trilhões mais no crescimento econômico futuro para reduzir as emissões de carbono para níveis pré-industriais, o clima vai continuar a mudar, como sempre tem acontecido.

Isso não quer dizer que estamos desamparados. Há pelo menos uma lição que podemos extrair do tempo recente: Aconteça o que acontecer, a prosperidade tem ajudado com a preparação. A tempestade de gelo em Texas causou estragos e deixou centenas de torcedores presos, com frio e com raiva. Mas, graças à moderna infra-estrutura, cuidados de saúde do século 21, e os estoques de cloreto de magnésio limpa neve, a tempestade não causou mortes e Dallas conseguiu hospedar o grande jogo no domingo.

Compare este resultado com os 55 pessoas que supostamente morreram de pneumonia, problemas respiratórios e outras doenças relacionadas com o frio em Bangladesh e no Nepal, quando as temperaturas caíram para pouco acima de zero no inverno passado. Mesmo os países ricos podem ser pegos desprevenidos: Milhares ficaram presos quando o aeroporto Heathrow quiz poupar materiais de degelo e deixou cinco centímetros de neve acumular dois dias antes do Natal. O PIB da Grã-Bretanha encolheu 0,5% no quarto trimestre de 2010, para que o Instituto Nacional de Estatística na sua maioria culpa “do mau tempo.”

Segundo eles, o aquecimento global foi um fator nesse caso. Ou pelo menos a idéia do aquecimento global foi. A Fundação de Politicas para o Aquecimento Global diz que as autoridades britânicas estão tão comprometidas com a noção de que o futuro da Grã-Bretanha será mais quente que eles não planejaram mais para tempestades de inverno que podiam atingir o país durante três anos consecutivos.

Somente uma parte dos milhares de milhões que os contribuintes britânicos gastam em tentar controlar os seu clima poderia ter sido usado para comprar mais dos materiais que ajudaram a Dallas recuperar a normalidade mais rapidamente. E, com uma fração do que tira da prosperidade, bengalis e nepaleses poderiam ter adquirido os antibióticos e máscaras para sobreviver à sua onda de frio.

A comparação entre os ciclones Yasi e Nargis conta uma história semelhante: Tão devastador quanto Yasi foi, a infra-estrutura da Austrália, a medicina e os protocolos de emergência destinados a tempestades de categoria 5 matou apenas uma pessoa até agora. Os australianos estão agora ponderando todas as maneiras que eles poderiam ter protegido melhor as suas propriedades e economia.

Mas se eles se sentam para contar suas bênçãos, eles só precisam olhar para o ciclone que atingiu o delta do Irrawaddy, em 2008. O regime militar de Mianmar não permitiu que se criara uma economia real antes do ciclone, mas Nargis destruiu quase todo o que o Delta tinha. Depois, a junta bloqueou os trabalhadores humanitários estrangeiros de entregar água purificada e suprimentos médicos necessários. No final, o governo deixou Nargis matar mais de 130.000 pessoas.

Os alarmistas do aquecimento global insistem que a atividade econômica é o problema, quando as evidências disponíveis mostram que ela e parte da solução. Podemos não ser capazes de evitar desastres relacionados ao tempo, mas podemos garantir que temos os recursos para lidar com ele quando ele arremete contra nos.

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About the author: Luis Miranda

Luis R. Miranda is the Founder and Editor-in-Chief at The Real Agenda. His career spans over 19 years and almost every form of news media. He attended Montclair State University's School of Broadcasting and also obtained a Bachelor's Degree in Journalism from Universidad Latina de Costa Rica. Luis speaks English, Spanish Portuguese and Italian.

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